
Um descapotável biplace, portas em tesoura, 340 cv às rodas traseiras e bateria de 77 kWh por menos de 70.000 euros. O MG Cyberster não tem rival direto no mercado europeu — chega antes do Porsche 718 Boxster elétrico e muito antes do prometido Tesla Roadster. Para quem procura o MG Cyberster preço Portugal, a referência mais próxima vem da Alemanha (69.990 EUR para a versão GT) e dos Países Baixos (70.860 EUR). A MG ainda não publicou tabela oficial portuguesa, mas com a isenção de ISV para elétricos puros, a Trophy RWD deve aterrar entre 65.000 e 68.000 euros.
É o regresso da MG aos desportivos, quinze anos depois do TF. E desta vez, sem motor de combustão à vista.
A gama divide-se de forma clara. A MG Cyberster Trophy RWD monta um único motor traseiro PMSM com 250 kW (340 cv) e 475 Nm. Faz os 0-100 km/h em 5,0 segundos e atinge 195 km/h. A versão GT acrescenta um motor dianteiro de 150 kW, sobe para 375 kW (510 cv) e 725 Nm, e despacha os 0-100 em 3,2 segundos.
A diferença não é só de números. O teste de longa duração do Automobile Propre (cerca de 1.500 km com a Trophy) mostra que a RWD tem melhor equilíbrio dinâmico que a GT — menos subviragem inicial, distribuição 49/51 entre eixos, e uma coerência conceptual mais próxima da ideia de roadster. A GT é mais rápida em linha reta. A Trophy é a versão que faz sentido para conduzir.
| Especificação | Trophy RWD | GT AWD |
|---|---|---|
| Potência | 250 kW / 340 cv | 375 kW / 510 cv |
| Binário | 475 Nm | 725 Nm |
| 0-100 km/h | 5,0 s | 3,2 s |
| Velocidade máxima | 195 km/h | 200 km/h |
| Bateria (bruta / útil) | 77 / 74,4 kWh NMC | 77 / 74,4 kWh NMC |
| Autonomia WLTP | 507 km | 443-444 km |
| Carregamento DC máx. | 144 kW (10-80% em 38 min) | 144 kW (10-80% em 39 min) |
| Carregamento AC | 11 kW | 11 kW |
| Comprimento / largura / altura | 4.535 / 1.913 / 1.329 mm | igual |
| Distância entre eixos | 2.690 mm | 2.690 mm |
| Peso em ordem de marcha | 1.885-1.960 kg | cerca de 2.060 kg |
| Mala | 249 L | 249 L |
| Garantia | 7 anos / 150.000 km | igual |
A autonomia WLTP de 507 km na Trophy soa otimista — e é. Mas o teste real de 1.500 km do Automobile Propre, com 33% de autoestrada, 33% periurbano e 33% urbano e condução dinâmica, registou um consumo de 18,1 kWh/100 km. Numa bateria útil de 74,4 kWh, isso traduz-se em cerca de 410 km reais. Bom número para um descapotável de 1,9 toneladas.
Os dados da EV Database para a versão GT mostram o outro lado. Em autoestrada a 110 km/h com tempo ameno: 365 km. A -10°C em autoestrada: 285 km. Quem fizer Lisboa-Porto (cerca de 315 km) consegue à justa numa viagem sem paragens, mas só no Verão e a velocidade contida. No inverno, conte com uma paragem rápida a meio.
O MG Cyberster carregamento assenta numa arquitetura 400 V — não é dos mais rápidos da nova geração, mas é suficiente. Pico de 144 kW em DC, com 10-80% em 38-39 minutos. Em AC, os 11 kW são padrão. Não há suporte a V2H ou V2G; apenas V2L está anunciado, ainda sem especificações finais.
A MG não foge da comparação — anuncia o Cyberster como rival direto do 718 Boxster. Os números explicam porquê e onde o argumento se desfaz.
O Cyberster é 156 mm mais comprido que o Boxster e tem mais 215 mm de distância entre eixos. Pesa mais de 700 kg que um Mazda MX-5. Não é um carro pequeno e ágil — é um grande turismo descapotável. A Autocar e o Automobile Propre coincidem no diagnóstico: falta-lhe o tacto da direção, a leveza de mudanças de direção e o feedback de um Boxster ou de um BMW Z4. Em troca, oferece pose, equipamento e uma garantia de 7 anos / 150.000 km que nenhum europeu iguala.
A questão para o comprador português é honesta: se quer uma ferramenta de condução pura, o Boxster (ainda em versão térmica) continua a ganhar. Se quer um descapotável elétrico, com presença, pace e silêncio para fazer Lisboa-Comporta com a capota em baixo, o Cyberster é a única opção mainstream agora à venda.
Ainda não há tabela MG Portugal oficial publicada. As referências europeias dão o enquadramento:
Com a isenção de ISV aplicável a veículos 100% elétricos em Portugal, a posição final deve ficar próxima dos valores alemães e neerlandeses. Estimativa razoável: Trophy RWD entre 65.000 e 68.000 EUR, GT acima dos 70.000. O IUC dos elétricos puros mantém-se simbólico, e empresas conseguem benefícios fiscais adicionais.
A garantia de 7 anos ou 150.000 km é o argumento que poucos europeus conseguem oferecer neste segmento — e que para um comprador português, ainda algo cauteloso com marcas chinesas, faz diferença real na decisão.
Ainda não há tabela oficial da MG Portugal, mas as referências europeias apontam o caminho: Alemanha a 69.990 EUR (GT) e Países Baixos a 70.860 EUR (GT). Com a isenção de ISV aplicável a 100% elétricos em Portugal, a versão Trophy RWD deve aterrar entre 65.000 e 68.000 EUR, e a GT acima dos 70.000 EUR. Como referência adicional, o Reino Unido pratica 55.245 GBP para a Trophy e 60.245 GBP para a GT.
A Trophy RWD homologa 507 km WLTP, mas o teste de 1.500 km do Automobile Propre, com condução dinâmica em uso misto, registou 18,1 kWh/100 km — cerca de 410 km reais a partir da bateria útil de 74,4 kWh. Em autoestrada a 110 km/h com clima ameno a GT faz cerca de 365 km, e a -10 °C cai para perto de 285 km. Um Lisboa-Porto (315 km) é viável sem paragens só no Verão e a velocidade contida; no inverno conte com uma carga rápida a meio.
O Cyberster usa uma arquitetura de 400 V com pico de 144 kW em DC, completando 10-80% em 38 a 39 minutos consoante a versão. Em carregamento AC suporta os 11 kW padrão, o que permite carga completa em casa numa noite com wallbox trifásica. Não tem V2H nem V2G; apenas V2L está anunciado, com especificações finais por confirmar.
A GT é mais rápida em linha reta (3,2 s nos 0-100 km/h e 510 cv contra os 5,0 s e 340 cv da Trophy), mas pesa cerca de 100 kg mais e tem WLTP inferior (443-444 km contra 507 km). Os testes do Automobile Propre apontam a Trophy RWD como a versão mais equilibrada dinamicamente, com distribuição de peso 49/51 e menos subviragem inicial — mais coerente com a ideia de roadster. Para condução de estrada e maior autonomia, a Trophy faz mais sentido; a GT compensa para quem quer tração integral e desempenho máximo.
Em ficha técnica o Cyberster é mais comprido em 156 mm e tem mais 215 mm de distância entre eixos, pesando mais de 700 kg do que um Mazda MX-5 — está mais perto de um grande turismo descapotável do que de um desportivo puro. Autocar e Automobile Propre coincidem em que falta o tacto de direção e a agilidade do Boxster ou do BMW Z4. Em troca, o Cyberster oferece tração 100% elétrica, portas em tesoura, equipamento generoso e uma garantia de 7 anos / 150.000 km que nenhum europeu iguala no segmento.
Honestidade obriga: o carro tem limitações que importa conhecer antes da assinatura.
Para o comprador português que pondera trocar um descapotável térmico por um elétrico, o Cyberster oferece algo único no mercado em 2026: estar à frente da curva. Quando o Porsche 718 Boxster elétrico chegar (previsto para 2025+) e quando outros fabricantes se decidirem a fazer descapotáveis a bateria, este MG já terá dois ou três anos de estrada. Vale a pena seguir os anúncios oficiais de preço para Portugal — devem chegar nos próximos meses.