BYD Dolphin G em Portugal: Preço Estimado, Ficha Técnica e Autonomia de 1.000 km

Publicado: 31/05/2026
BYD Dolphin G: PHEV com 1.000 km de Autonomia em Portugal

Mais de 1.000 km com um depósito cheio e a bateria carregada

A BYD apresentou no dia 26 de maio de 2026 o Dolphin G DM-i, um híbrido plug-in do segmento B feito de raiz para a Europa. O número que salta à vista é a autonomia combinada: mais de 1.000 km (621 milhas) em ciclo WLTP, somando depósito de gasolina cheio e bateria carregada. Para quem procura o preço do BYD Dolphin G em Portugal, há que esperar pelo verão — a tabela europeia só é revelada em junho de 2026 — mas a ficha técnica já dá para perceber onde este carro se vai posicionar.

A diferença em relação a outros BYD que já conhecemos é importante. Este não é um modelo chinês adaptado à pressa. É o primeiro carro que a BYD desenhou especificamente para mercados fora da China, com a Europa como alvo principal.

BYD Dolphin G híbrido plug-in: o que muda face ao Dolphin elétrico

Convém esclarecer já o nome, porque gera confusão. O Dolphin que conhecemos em Portugal é 100% elétrico e custa cerca de 35.990 €. Este Dolphin G é um híbrido plug-in — usa o sistema DM-i Super Híbrido da BYD, com motor a gasolina e motor elétrico a trabalhar em conjunto. O "G" e o sufixo "DM-i" são a forma de a BYD separar as duas famílias.

Em tamanho também são carros diferentes. O Dolphin G mede 4.160 mm de comprimento e 1.825 mm de largura — 130 mm mais curto e 55 mm mais largo do que o Dolphin elétrico europeu. Na prática, ocupa o espaço de um VW Polo ou de um Toyota Yaris na garagem.

Ficha técnica do BYD Dolphin G: motor, bateria e autonomia elétrica

A mecânica ainda não está 100% confirmada, mas a BYD indicou que partilha a base do Atto 2 DM-i. Isso aponta para um motor a gasolina 1.5 de ciclo Atkinson, com cerca de 72 kW (97 cv), que funciona sobretudo como gerador, e um motor elétrico dianteiro de 145 kW (194 cv). A potência combinada ronda os 156 kW (209 cv), com uma variante de 212 cv também referida.

A bateria LFP Blade — a tecnologia que a BYD usa em quase toda a gama — vem em duas capacidades:

BateriaAutonomia 100% elétrica (WLTP)Uso típico
7,8 kWhcerca de 40 kmtrajetos urbanos curtos
18 kWhcerca de 90 kmsemana inteira de cidade sem gasolina

A versão de 18 kWh é a que faz sentido para quem quer aproveitar o plug-in a sério. Com 90 km em modo elétrico, a maioria dos portugueses faz a semana de casa-trabalho sem gastar uma gota de combustível, e guarda a gasolina para a viagem a Faro ou ao Porto. É aí que entram os tais 1.000 km combinados: não é magia, é a soma da bateria com o depósito cheio.

BYD Dolphin G vs VW Polo: a aposta no segmento mais difícil

A BYD escolheu o terreno mais competitivo da Europa. O segmento B é onde vivem o VW Polo, o Renault Clio e o Toyota Yaris — carros que vendem aos milhares e que, ao contrário do Dolphin G, são híbridos convencionais ou térmicos, não plug-in. A vice-presidente executiva Stella Li chamou-lhe "um dos segmentos mais importantes" e disse que o objetivo é "tornar a mobilidade sustentável mais inteligente, prática e acessível a muito mais gente na Europa".

A diferença está na proposta. Um Polo continua a depender da gasolina para tudo; o Dolphin G permite circular em elétrico no dia a dia e só recorrer ao motor térmico quando faz falta. Para o condutor urbano que ainda hesita em passar a 100% elétrico por causa da autonomia, é um meio-termo concreto.

Quando chega o BYD Dolphin G a Portugal e por quanto

A BYD revela a tabela de preços completa em junho de 2026, e as primeiras entregas estão previstas para o outono de 2026 (fim do verão, segundo a marca). A produção deverá sair da fábrica da BYD em Szeged, na Hungria, o que ajuda a evitar parte das tarifas que penalizam os elétricos importados da China.

Sobre o preço, ainda não há valor oficial para Portugal nem para a Europa. As estimativas britânicas apontam para cerca de 20.000 libras (à volta de 27.000 dólares), o que faria do Dolphin G o PHEV mais pequeno e mais barato à venda no Reino Unido. A CAR Magazine resume a expectativa assim: "preços muito competitivos face aos atuais utilitários europeus, a começar na casa das dezenas de milhar e a chegar aos vinte-e-tal nas versões topo".

Traduzir isto para Portugal exige cautela. Os híbridos plug-in beneficiam de ISV reduzido face aos térmicos equivalentes, mas não da isenção total que os 100% elétricos têm. Mesmo assim, partindo da estimativa britânica e somando IVA e impostos portugueses, é razoável esperar um ponto de partida abaixo dos 30.000 € — o que o colocaria entre os híbridos plug-in mais baratos do mercado português em 2026.

Perguntas Frequentes

Ainda não há preço oficial: a BYD só revela a tabela europeia em junho de 2026. As estimativas britânicas apontam para cerca de 20.000 libras (à volta de 27.000 dólares), pelo que, somando IVA e impostos portugueses, é razoável esperar um ponto de partida abaixo dos 30.000 €. Isso colocaria o Dolphin G entre os híbridos plug-in mais baratos à venda em Portugal em 2026.

A BYD apresentou o Dolphin G DM-i a 26 de maio de 2026 e revela os preços completos em junho de 2026. As primeiras entregas estão previstas para o outono de 2026 (fim do verão). A produção deverá sair da fábrica da BYD em Szeged, na Hungria, o que ajuda a evitar parte das tarifas que penalizam os elétricos importados da China.

Depende da bateria escolhida. A versão de 7,8 kWh oferece cerca de 40 km em modo 100% elétrico (WLTP) e a de 18 kWh chega aos 90 km. Com 90 km elétricos, a maioria dos trajetos casa-trabalho faz-se sem gastar gasolina; somando o depósito cheio, a autonomia combinada ultrapassa os 1.000 km.

É um híbrido plug-in (PHEV) com o sistema DM-i Super Híbrido da BYD — não confundir com o Dolphin 100% elétrico já à venda em Portugal por cerca de 35.990 €. Combina um motor 1.5 a gasolina de ciclo Atkinson (cerca de 72 kW/97 cv), que funciona sobretudo como gerador, com um motor elétrico dianteiro de 145 kW (194 cv), para uma potência combinada de cerca de 156 kW (209 cv).

São do mesmo segmento B: o Dolphin G mede 4.160 mm de comprimento e 1.825 mm de largura, ocupando o espaço de um Polo ou de um Toyota Yaris. A grande diferença é a mecânica — o Polo depende sempre da gasolina, enquanto o Dolphin G permite circular em elétrico no dia a dia e só usar o motor térmico nas viagens longas, sendo o PHEV mais pequeno do mercado europeu.

Vale a pena esperar?

Para quem faz sobretudo cidade e quer um pé no elétrico sem o compromisso de um BEV puro, o Dolphin G na versão de 18 kWh promete responder: 90 km elétricos chegam para a semana, e os 1.000 km combinados resolvem as viagens longas. Falta o preço para fechar contas — e é em junho que o saberemos. Vale a pena acompanhar a revelação da tabela antes de decidir.