BMW i1: Novo Série 1 Elétrico Volta à Tração Traseira em 2028

Publicado: 24/05/2026
BMW i1: Elétrico com Tração Traseira por €38.000 em Portugal

A propulsão volta ao Série 1 — mas só com a ficha na tomada

Sete anos depois de a BMW ter trocado o Série 1 para tração dianteira em 2019 e desagradado a meio mundo de entusiastas, há finalmente uma reviravolta. A nova geração chega em 2028 e o BMW i1 elétrico tração traseira vai recuperar a propulsão tradicional da casa — mas só na versão totalmente elétrica, construída sobre a plataforma Neue Klasse Gen6. As variantes a gasolina e híbridas plug-in continuam dianteiras, na conhecida arquitetura UKL2.

Para o comprador português, isto importa por uma razão simples: pela primeira vez, um hatch compacto premium da BMW vai oferecer dinâmica de propulsão a um preço aproximado de 30.000 libras (cerca de 35.000 euros antes de impostos) — uma posição que o Série 1 nunca ocupou, nem mesmo nas gerações anteriores em RWD.

BMW Série 1 2028 elétrico: o que está confirmado

A estratégia da BMW é dupla. O i1, com nome de código interno NB0, nasce da mesma plataforma elétrica que sustenta o novo iX3 e o iX3 já confirmado para mercados europeus. É uma base concebida de raiz para ser propulsão, com motor traseiro único de série.

Já o Série 1 a combustão mantém a base UKL2 atual, com motores 1.5 três cilindros e 2.0 quatro cilindros a gasolina. A grande novidade térmica é a versão plug-in hybrid: bateria de cerca de 19,5 kWh e aproximadamente 97 km de autonomia exclusivamente elétrica — números que a colocam acima da maior parte dos PHEV compactos atualmente à venda em Portugal.

A produção do atual F40 termina entre 2027 e o início de 2028. O i1 entra em linha de montagem no final de 2028, seguido pouco depois pelo i2 Gran Coupe, uma berlina compacta de quatro portas também elétrica.

Interior Neue Klasse da BMW com ecrã central inclinado e display Panoramic iDrive
O painel Panoramic iDrive de 43,3 polegadas, partilhado com o iX3, é a peça central do interior do futuro i1.

Potência e autonomia: o que dizem as fontes

O motor traseiro do i1 standard deverá ser herdado do iX3 40, a versão de entrada do SUV elétrico. Falamos de 235 kW (cerca de 316–322 cv) e 500 Nm de binário, suficientes para o tornar mais potente do que qualquer Série 1 atual sem badge M.

Para os entusiastas, há uma surpresa maior. A versão M, com dois motores e tração integral, está nos planos com 463 cv (345 kW) e 645 Nm. Se confirmados, estes valores fariam do i1 M o Série 1 mais potente alguma vez produzido — ultrapassando o atual M135i.

A autonomia é o ponto onde a BMW corta para acertar no preço. A bateria será claramente mais pequena do que os 108,7 kWh do i3 (que chega aos 900 km WLTP). O objetivo declarado para o i1 ronda os 600 km WLTP — algo como 450–480 km reais em uso misto, suficiente para Lisboa-Porto sem paragem obrigatória.

Ficha técnica projetada do BMW i1 (versão standard)

EspecificaçãoValor
PlataformaNeue Klasse Gen6 (NB0)
TraçãoTraseira, motor único
Potência316–322 cv (235 kW)
Binário500 Nm
Autonomia WLTP (alvo)cerca de 600 km
Ecrã central17,9 polegadas, inclinado
Panoramic iDrive43,3 polegadas
Preço alvo (Reino Unido)cerca de 30.000 libras
Início de produçãofinal de 2028

BMW i1 preço Portugal: a conta provável

A BMW aponta para um preço de partida no Reino Unido na ordem das 30.000 libras — quase 20.000 libras abaixo do i3. Convertido e ajustado à fiscalidade portuguesa, esperamos um arranque entre 38.000 e 42.000 euros para a versão base, dependendo do nível de equipamento.

Há um detalhe importante para o mercado português: sendo 100% elétrico, o i1 beneficia de isenção total de ISV e de isenção de IUC nos primeiros anos ao abrigo da legislação atual. Comparado com um Série 1 a gasolina equivalente, a diferença efetiva no momento da matrícula pode chegar a 6.000–8.000 euros.

A versão M de 463 cv, se chegar à Europa, deverá posicionar-se acima dos 60.000 euros — território de M2 mas com a praticidade de um cinco portas.

i1 vs i3: qual faz sentido para si

Quem já anda à procura de um BMW elétrico tem de decidir entre esperar pelo i1 ou avançar para o BMW i3 mais cedo. As diferenças vão muito além do tamanho.

CritérioBMW i1 (2028)BMW i3 (atual)
CarroçariaHatchback compactoSedan/berlina
Bateriamais pequena, alvo cerca de 600 km WLTPaté 108,7 kWh, cerca de 900 km WLTP
Traçãotraseira (M com integral)traseira
Preço estimado em Portugal38.000–42.000 eurosacima de 60.000 euros
Uso idealcidade e viagens médiasviagens longas frequentes

O i3 é o carro para quem faz Lisboa-Algarve regularmente sem parar. O i1 é o carro para quem quer um BMW elétrico premium para o dia a dia, que cabe num lugar de estacionamento normal e custa o mesmo que um Audi Q4 e-tron bem equipado.

Carroçaria de três portas: a outra surpresa

Há uma segunda novidade que entusiastas de longa data vão apreciar: a possibilidade de regresso da carroçaria de três portas, exclusiva do i1 elétrico. A versão a combustão fica apenas em cinco portas. É uma decisão de marketing inteligente — diferenciar visualmente o elétrico para quem quer mostrar que tem o modelo mais moderno da gama.

Concorrência em 2028: o que o i1 vai enfrentar

A BMW não está sozinha neste segmento. A Mercedes A-Class EQ e o Audi A2 e-tron chegam praticamente na mesma altura, ambos elétricos compactos com posicionamento premium. O Série 1 vende cerca de 200.000 unidades por ano globalmente e representa até 40% das vendas BMW em França e Itália — números que justificam o investimento numa plataforma dedicada.

Para Portugal, o cenário em 2028 deverá ser disputado: i1 versus A-Class EQ versus A2 e-tron, todos com autonomias semelhantes na casa dos 500–600 km WLTP, todos com tecnologia 800V para carregamento rápido. A diferenciação será feita na marca, no interior e — no caso do i1 — na dinâmica de condução que só a propulsão traseira oferece.

Perguntas Frequentes

A BMW aponta para um preço de partida de cerca de 30.000 libras no Reino Unido, o que, convertido e ajustado à fiscalidade portuguesa, deverá colocar o BMW i1 entre 38.000 e 42.000 euros para a versão base. Como elétrico beneficia de isenção total de ISV e de IUC reduzido nos primeiros anos, uma vantagem fiscal que pode chegar a 6.000–8.000 euros face a um Série 1 a gasolina equivalente. A futura versão M de 463 cv, se for vendida na Europa, deverá ultrapassar os 60.000 euros.

A produção do BMW i1 arranca no final de 2028, depois do encerramento do atual Série 1 F40 entre 2027 e o início de 2028. As primeiras imagens oficiais são esperadas para 2027 e as entregas nos concessionários portugueses deverão começar no primeiro semestre de 2029. O modelo i2 Gran Coupe, uma berlina compacta também elétrica baseada na mesma plataforma Neue Klasse, segue-se pouco depois.

O i1 é construído sobre a plataforma Neue Klasse Gen6, concebida de raiz para arquitetura elétrica com motor traseiro, ao contrário da UKL2 utilizada pelas versões a gasolina e híbrida plug-in, que continuam a ser tração dianteira. Esta separação permite à BMW recuperar a propulsão tradicional da casa que tinha abandonado em 2019 com o Série 1 F40, mas apenas na variante elétrica. A versão M topo de gama acrescenta um segundo motor para tração integral e 463 cv.

O objetivo declarado pela BMW para o i1 ronda os 600 km WLTP, o que corresponde a cerca de 450 a 480 km em uso misto real — suficiente para uma viagem Lisboa-Porto sem paragem obrigatória para carregar. A bateria será claramente mais pequena do que os 108,7 kWh do BMW i3 (que atinge perto de 900 km WLTP), opção que permite à marca cortar custos e atingir o preço-alvo. O carregamento rápido em arquitetura 800V está confirmado, à semelhança do iX3.

O BMW i1 é um hatchback compacto de cinco portas (com possível variante de três portas) com cerca de 600 km WLTP e preço estimado entre 38.000 e 42.000 euros em Portugal, pensado para o dia a dia urbano e viagens médias. O BMW i3, atual berlina elétrica da marca, é maior, parte de mais de 60.000 euros e oferece até 900 km WLTP com a bateria de 108,7 kWh, sendo a escolha natural para quem faz longas distâncias com frequência. Ambos usam tração traseira na versão standard, mas o i1 vai posicionar-se contra rivais como o Audi A2 e-tron e o Mercedes A-Class EQ.

O que vale a pena acompanhar

O i1 representa mais do que um novo modelo: é a admissão da BMW de que a transição para o elétrico permite recuperar o ADN que perdeu em 2019. Para quem está a ponderar um hatch elétrico premium, faz sentido aguardar pelas primeiras imagens oficiais — esperadas para 2027 — antes de fechar negócio noutro lado. O preço definitivo, os incentivos elétricos que vigorarem em 2028 e a oferta concreta dos concessionários portugueses vão definir se o i1 cumpre a promessa de ser o BMW elétrico mais acessível da gama.