
O Polestar 3 2026 deixa de ser apenas um SUV premium bonito com autonomia decente. Com a passagem para arquitetura 800V na plataforma SPA2 — a mesma que a Volvo Cars vai usar — o sueco passa a carregar a até 350 kW, ganha motores novos e mais potência em toda a gama. Para o comprador português que já hesitava entre o Polestar 3 e os rivais alemães, há agora um argumento técnico difícil de ignorar.
A versão de entrada Long Range Single Motor parte de 79.890€ no site oficial da Polestar (com taxa de entrega incluída), e as primeiras unidades chegam ao Reino Unido no início de 2026, com o resto da Europa a seguir pouco depois.
A mudança mais relevante não está nos cavalos, está nos minutos. O Polestar 3 anterior carregava em DC a um máximo de 250 kW e demorava cerca de 30 minutos para fazer 10–80%. A nova geração sobe para 350 kW (310 kW na versão de motor traseiro) e fecha a mesma janela em 22 minutos — mais de 25% mais rápido.
Para quem faz Lisboa-Porto, isto traduz-se em paragens de café, não paragens de almoço. Numa carregador IONITY 350 kW na A1, vinte e dois minutos chegam para sair com bateria praticamente cheia. É a primeira vez que um Polestar de série joga no mesmo campeonato de velocidade de carregamento que os Porsche Taycan e Audi e-tron GT.
A bateria também muda. A CATL fornece dois novos pacotes — 92 kWh na versão de entrada e 106 kWh nas versões Dual Motor e Performance. O antigo pacote de 111 kWh foi descontinuado porque não é compatível com 800V.
A Polestar anuncia ganhos de eficiência até 6% no ciclo WLTP. Os números finais ficam assim:
| Versão | Bateria | Autonomia WLTP | Potência | 0-100 km/h | Carregamento DC |
|---|---|---|---|---|---|
| Rear Motor | 92 kWh | 604 km | 245 kW / 333 cv | 6,5 s | 310 kW |
| Dual Motor | 106 kWh | 635 km | 400 kW / 544 cv | 4,7 s | 350 kW |
| Performance | 106 kWh | 593 km | 500 kW / 680 cv | 3,9 s | 350 kW |
Na prática, em utilização real portuguesa — auto-estrada a 120 km/h, ar condicionado ligado, inverno moderado — é razoável esperar 450 a 500 km na Dual Motor. Para quem mora em Lisboa e vai de quinze em quinze dias ao Porto, isto significa fazer a viagem com uma única paragem curta.
Todas as versões estreiam um motor traseiro síncrono de ímanes permanentes desenvolvido internamente pela Polestar. Nas versões de tração integral, junta-se um motor dianteiro assíncrono que se desliga sozinho quando não é preciso — uma técnica que a Porsche e a Audi já usavam para poupar energia em viagens longas.
A Performance sobe para 680 cv (eram 517 cv) e cumpre o 0-100 km/h em 3,9 segundos, com 225 km/h de velocidade máxima. A Dual Motor passa de 489 para 544 cv. Mesmo a versão base, com 333 cv, ganha 38 cv face ao modelo anterior.
A parte menos óbvia, mas talvez a mais importante a longo prazo, está no computador central. O Polestar 3 2026 substitui o NVIDIA Xavier pelo DRIVE AGX Orin — passa de 30 para 254 trilliões de operações por segundo. É uma multiplicação por oito da capacidade de processamento.
Na prática, isto melhora a gestão térmica da bateria, os sistemas de segurança ativa e abre caminho para funcionalidades de condução autónoma que o hardware antigo já não conseguia suportar. A Polestar promete o retrofit gratuito do novo computador para quem já tem um Polestar 3 — uma jogada rara no setor, e que vale a pena valorizar para quem comprou cedo.
O software também recebe o Breathe Charge, um sistema adaptativo da Breathe Battery Technologies que aprende como o utilizador carrega e ajusta a curva de potência para reduzir desgaste sem perder velocidade.
A grande questão no segmento dos SUV elétricos premium acima dos 80.000€ é direta: o que se compra hoje?
| Modelo | Arquitetura | Carregamento DC | Autonomia WLTP (topo) | Notas |
|---|---|---|---|---|
| Polestar 3 2026 | 800V | 350 kW | 635 km | Motor traseiro novo, Orin 254 TOPS |
| BMW iX3 Neue Klasse | 800V | 400 kW | 805 km | Bateria 108,7 kWh, iDrive X |
| Mercedes EQE SUV | 400V | cerca de 170 kW | 590 km | Plataforma anterior, carregamento mais lento |
| Audi Q8 e-tron | 400V | 170 kW | 600 km | Plataforma antiga |
O BMW iX3 Neue Klasse é o rival mais perigoso — também é 800V, carrega ainda mais depressa (400 kW) e tem mais autonomia. O Mercedes EQE SUV e o Audi Q8 e-tron, em contrapartida, ficam para trás: ainda usam 400V e máximos de carregamento abaixo dos 200 kW. Para um comprador que prioriza a velocidade nas viagens, a escolha começa a desenhar-se sozinha.
No Reino Unido, a Performance custa 91.990 £ — mais de 23.000 £ abaixo do BMW iX M70 e do Mercedes-AMG EQE 53 SUV. É um argumento de venda forte se a Polestar mantiver este posicionamento na Europa continental.
Não há ainda preço oficial português, mas o preço europeu de 79.890€ para a versão Long Range Single Motor é o ponto de partida. Como o Polestar 3 é classificado como veículo 100% elétrico, beneficia da isenção total de ISV e paga IUC reduzido — duas vantagens fiscais que reduzem significativamente o custo total face a um SUV equivalente a combustão.
Para empresas, mantém-se o benefício de tributação autónoma reduzida para viaturas elétricas — um fator que tem empurrado boa parte das vendas premium em Portugal nos últimos dois anos.
A rede de carregamento ultrarrápido em Portugal já está pronta para o Polestar 3. A IONITY tem postos de 350 kW em todos os principais corredores — A1 (Aveiras, Pombal, Mealhada), A2 (Marateca), A6 e A22. A MOBI.E integra também operadores como Galp Electric, Repsol, Prio e EDP Comercial com várias dezenas de postos de 150 a 400 kW operacionais. Para quem só usa o carro na cidade, qualquer Wallbox doméstica chega — a vantagem do 800V só aparece em viagem.
Cerca de 22 minutos num carregador DC de 350 kW, contra os 30 minutos do modelo anterior — uma redução superior a 25%. A versão Rear Motor carrega a um pico ligeiramente inferior (310 kW), mas a janela 10–80% mantém-se nos mesmos 22 minutos graças à nova bateria CATL de 92 kWh. Em Portugal, postos IONITY de 350 kW na A1, A2, A6 e A22 já permitem aproveitar esta velocidade na totalidade.
Ainda não há preço oficial para Portugal, mas a referência europeia é de 79.890€ para a versão Long Range Single Motor (taxa de entrega incluída) no site oficial da Polestar. A versão Performance custa 91.990 £ no Reino Unido — mais de 23.000 £ abaixo do BMW iX M70 e do Mercedes-AMG EQE 53 SUV. Por ser 100% elétrico, beneficia de isenção total de ISV e IUC reduzido.
A autonomia WLTP é de 635 km no Dual Motor (106 kWh CATL), o valor mais alto da gama. Em condições reais portuguesas — auto-estrada a 120 km/h com ar condicionado ligado — é razoável contar com 450 a 500 km entre cargas. A eficiência melhora até 6% face ao modelo anterior, graças ao novo motor traseiro de ímanes permanentes e à desconexão automática do motor dianteiro nas versões AWD.
Ambos são 800V, mas o BMW iX3 Neue Klasse carrega até 400 kW (vs 350 kW), tem bateria maior (108,7 kWh) e autonomia WLTP superior (805 km vs 635 km). O Polestar 3 contra-ataca com preço mais agressivo na versão Performance, computador NVIDIA Orin de 254 TOPS e estética distinta. Para quem prioriza autonomia e velocidade máxima de carga, o iX3 leva vantagem; para quem valoriza design, software e relação preço/potência, o Polestar 3 mantém-se competitivo.
O 2026 traz três upgrades difíceis de ignorar: carregamento DC 25% mais rápido (22 min vs 30 min), mais 60 cv na versão Dual Motor (544 vs 489 cv) e um computador NVIDIA Orin oito vezes mais potente (254 TOPS vs 30 TOPS). Para uso essencialmente urbano, uma unidade 2025 com desconto continua a fazer sentido. Para quem viaja regularmente Lisboa-Porto ou Algarve, o salto para 800V justifica a espera — as primeiras entregas europeias começam no início de 2026.
Quem está a pensar em Polestar 3 hoje tem uma escolha clara: ou apanha uma unidade 2025 com desconto (ainda há stock na rede portuguesa) ou espera pela 2026. A diferença não é cosmética — 22 minutos versus 30 minutos de carregamento, mais 60 cv na Dual Motor e um computador oito vezes mais potente fazem do 2026 um carro substancialmente melhor para quem viaja.
A confirmar nos próximos meses: preços oficiais para Portugal, calendário exato de entregas e se a Polestar mantém o pack Plus de série na configuração nacional. Vale a pena acompanhar.