
27.990 euros. É este o preço de entrada do novo Nissan Micra elétrico, que regressa à Europa depois de dois anos de ausência com uma proposta completamente diferente: tração 100% elétrica, construção na plataforma AmpR Small do Renault 5 E-Tech e fabrico na fábrica da Renault em Douai, no norte de França. Para o comprador português, é mais uma opção séria no segmento dos elétricos acessíveis — e com argumentos próprios para se distinguir do primo francês.
A base mecânica é partilhada: plataforma AmpR Small, suspensão multibraço traseira, motor elétrico dianteiro. O interior é praticamente idêntico ao do Renault 5, com dois ecrãs de 10,1 polegadas e iluminação ambiente de 48 cores. Até a fábrica é a mesma.
Mas o Micra quer ser outra coisa. Enquanto o Renault 5 aposta num design retro e angular, o Micra segue uma linguagem arredondada inspirada na terceira geração (K12, 2003-2009) — faróis circulares, linha de capô mais alta e uma silhueta que o designer Yongwook Cho descreve como "uma bola de gelado". São 3,97 metros de comprimento, menos de 1,8 metros de largura e uma distância entre eixos de 2,54 metros. Disponível apenas com cinco portas.
O Micra oferece duas opções de bateria com químicas diferentes — um detalhe relevante para quem pondera a compra.
| 40 kWh (LFP) | 52 kWh (NMC) | |
|---|---|---|
| Potência | 90 kW (121 cv) | 110 kW (148 cv) |
| Binário | 225 Nm | 245 Nm |
| 0-100 km/h | 9,0 s | 8,0 s |
| Velocidade máxima | 150 km/h | 150 km/h |
| Autonomia WLTP | 317 km | 416 km |
| Peso | 1.400 kg | 1.524 kg |
| Carregamento DC (15-80%) | 30 min a 100 kW | 30 min a 100 kW |
| Carregamento AC | 11 kW | 11 kW |
A versão de 40 kWh usa bateria LFP (Lítio-Ferro-Fosfato), mais durável e tolerante a carregamentos frequentes. A de 52 kWh usa NMC (Níquel-Manganês-Cobalto), com maior densidade energética — daí os 416 km de autonomia WLTP. Ambas incluem bomba de calor de série, o que ajuda a preservar autonomia no inverno.
Num teste real com a versão de 52 kWh, a 12°C, o consumo ficou nos 16,4 kWh/100 km, traduzindo-se em cerca de 320 km de autonomia real. Para o dia-a-dia em Portugal, com temperaturas mais amenas, é razoável esperar valores um pouco melhores.
Carregar de 15% a 80% demora 30 minutos a 100 kW DC — um valor competitivo para o segmento. No carregador AC de 11 kW (wallbox doméstica), uma carga completa demora entre 7 e 10 horas, consoante a versão. Para quem carrega em casa durante a noite, é mais do que suficiente.
A rede MOBI.E já conta com carregadores rápidos nos principais eixos rodoviários portugueses, o que torna uma viagem Lisboa-Porto perfeitamente viável com a versão de 52 kWh — e com uma paragem curta na versão de 40 kWh.
Destaque para duas funcionalidades pouco comuns neste segmento: V2L (Vehicle-to-Load), que permite alimentar dispositivos externos a partir da bateria do carro, e V2H (Vehicle-to-Home), previsto para uma fase posterior, que permitirá devolver energia à casa.
| Versão | Bateria | Preço (EUR) |
|---|---|---|
| Engage | 40 kWh | 27.990 € |
| Advance | 40 kWh | 29.990 € |
| Advance | 52 kWh | 32.990 € |
| Evolve | 52 kWh | 34.990 € |
A versão de entrada Engage já traz jantes de 18 polegadas, ecrã de 10 polegadas, bomba de calor e sistema ProPilot com travagem de emergência. A Advance acrescenta Google Maps integrado, sensores de estacionamento e carregamento wireless do telemóvel. No topo, a Evolve adiciona sistema de som Harman Kardon, pintura bicolor e bancos e volante aquecidos.
Os preços anunciados são europeus, antes de impostos locais. Em Portugal, os carros elétricos estão isentos de ISV e de IUC, o que representa uma vantagem fiscal considerável face aos combustão. Os preços finais para o mercado português ainda não foram confirmados, mas com base nos valores europeus, espera-se que a versão de entrada fique próxima dos 28.000-30.000 euros — posicionando-se como alternativa direta ao Renault 5 E-Tech.
É a pergunta inevitável. Partilham plataforma, fábrica, interior e mecânica. As diferenças são subtis mas existem:
Na prática, a escolha entre os dois resume-se ao gosto pessoal no design e, eventualmente, às condições comerciais de cada marca no nosso mercado.
O segmento dos elétricos compactos e acessíveis está a crescer rapidamente. Além do Renault 5, o Micra enfrenta o Hyundai INSTER, o Citroën ë-C3, o BYD Dolphin Surf e o Fiat Grande Panda. Mais tarde em 2026, chegam também o VW ID. Polo e o Cupra Raval.
A gama de preços do Micra — entre 28.000 e 35.000 euros — coloca-o acima dos modelos mais baratos (ë-C3, Grande Panda) mas em linha com o Renault 5 e o INSTER nas versões mais equipadas. Com a isenção de ISV e IUC em Portugal, temos aqui um segmento onde a transição para o elétrico começa a fazer sentido financeiro para muitas famílias.
O Nissan Micra elétrico está disponível em Portugal a partir de 27.750 euros na versão Engage 40 kWh. A gama completa inclui: Engage 40 kWh (27.750 €), Advance 40 kWh (29.750 €), Advance 52 kWh (33.250 €) e Evolve 52 kWh (35.250 €). Os carros elétricos em Portugal estão isentos de ISV e de IUC, o que representa uma vantagem fiscal considerável.
O Nissan Micra elétrico está disponível com duas opções de bateria: 40 kWh (LFP) com 317 km de autonomia WLTP e 121 cv de potência, ou 52 kWh (NMC) com até 416 km de autonomia WLTP e 148 cv. Ambas incluem bomba de calor de série. Em condições reais, a versão de 52 kWh registou um consumo de 16,4 kWh/100 km, traduzindo-se em cerca de 320 km de autonomia real.
O Nissan Micra e o Renault 5 E-Tech partilham a plataforma AmpR Small, a fábrica de Douai (França), o motor elétrico dianteiro, a suspensão multibraço traseira, o interior com dois ecrãs de 10,1 polegadas e a capacidade da bagageira (326 litros). As diferenças residem no design exterior (Micra arredondado vs Renault 5 retro), na travagem regenerativa com paletas no volante (exclusiva do Micra) e numa autonomia ligeiramente superior no Micra.
O carregamento rápido DC de 15% a 80% demora cerca de 30 minutos a 100 kW na versão de 52 kWh (80 kW na versão de 40 kWh). Em carregador AC de 11 kW (wallbox doméstica), uma carga completa demora entre 7 e 10 horas. O Micra inclui ainda a funcionalidade V2L (Vehicle-to-Load) para alimentar dispositivos externos.
O Nissan Micra elétrico já está disponível para pré-reserva em Portugal através da rede de concessionários Nissan e do site oficial nissan.pt. As entregas estão previstas para 2026. A oferta de lançamento inclui cinco anos de garantia e manutenção programada. Pode também procurar ofertas de Nissan Micra no automar.pt.
O Nissan Micra elétrico marca o regresso da marca japonesa ao segmento B europeu com uma proposta sólida. A partilha da plataforma AmpR Small com o Renault 5 não é fraqueza — é pragmatismo que se traduz em preços competitivos e tecnologia comprovada.
Para quem procura um elétrico compacto em Portugal, vale a pena comparar as condições do Micra com as do Renault 5 quando os preços nacionais forem oficializados. A Nissan tem ainda mais três elétricos previstos para a Europa até 2027: um novo Leaf em formato crossover, um Juke elétrico e um citadino abaixo dos 20.000 euros baseado no Renault Twingo.