
O carro que abriu caminho aos elétricos de massas voltou — e está irreconhecível. A terceira geração do Nissan Leaf abandona a carroçaria de hatchback que conhecíamos desde 2010 e assume-se como um crossover de linhas coupé, com tejadilho descaído e uma silhueta em gota de água. Mais importante para quem compra: o novo Nissan Leaf já tem preço oficial em Portugal, a partir de 29.990 € + IVA, com autonomia homologada até 622 km WLTP. A pré-encomenda já abriu em leaf.nissan.pt e na rede Caetano.
Não é uma atualização. É uma reinvenção completa de um modelo que, na última década, ficou para trás face à concorrência. Agora regressa assente na plataforma CMF-EV — a mesma do Nissan Ariya e do Renault Mégane E-Tech — e com uma proposta que faz sentido no nosso mercado.
Há duas configurações de bateria, e a diferença entre elas define para que tipo de condutor cada versão serve.
A versão de 52 kWh anuncia cerca de 440 km WLTP. Chega para a maioria dos dias: trajetos casa-trabalho na zona de Lisboa ou do Porto, recados, fins de semana. A de 75 kWh sobe a fasquia para os 622 km WLTP, o número que vai dominar os anúncios — e que coloca o Leaf entre os SUV elétricos com mais autonomia neste segmento de preço.
| Especificação | 52 kWh | 75 kWh |
|---|---|---|
| Autonomia WLTP | ~440 km | até 622 km |
| Potência | 174 cv (130 kW) | 215 cv (160 kW) |
| Binário | 345 Nm | 355 Nm |
| 0-100 km/h | — | 7,6 s (modo Sport) |
| Carregamento DC | até 105 kW | até 150 kW |
| Carregamento AC | 11 kW | 11 kW |
| Bagageira | 437 L (até 1.052 L) | 437 L (até 1.052 L) |
Os 622 km são WLTP, e WLTP raramente é o que se vê no painel. A imprensa internacional que já conduziu a versão de 75 kWh aponta para cerca de 430 km reais a 120 km/h em autoestrada — o cenário mais exigente. Em condução mais calma, em estrada nacional e cidade, é possível ultrapassar os 480 km com um consumo a rondar os 13,8 kWh/100km.
Traduzindo para a realidade portuguesa: um Lisboa-Porto (cerca de 310 km) faz-se sem paragens com a bateria grande, mesmo a ritmo de autoestrada e com a margem de segurança que ninguém quer perder. A versão de 52 kWh já obriga a planear melhor uma viagem longa, mas continua confortável para o uso diário.
A bateria de 75 kWh aceita carregamento DC até 150 kW, o que significa passar de 10 a 80% em cerca de 30 minutos — tempo de um café e de esticar as pernas numa área de serviço. Nessa meia hora recupera-se autonomia para mais de 430 km, segundo a Nissan.
A versão de 52 kWh fica-se pelos 105 kW DC, ainda assim suficiente para uma paragem rápida. Em casa ou no trabalho, ambas carregam a 11 kW em corrente alternada de série. Na rede MOBI.E e nos carregadores rápidos das autoestradas portuguesas, os 150 kW colocam o Leaf entre os mais práticos do segmento — embora rivais como o Kia EV3 e o Skoda Elroq já mostrem números semelhantes ou superiores.

O interior é onde o salto geracional mais se nota. Dois ecrãs de 14,3 polegadas dominam o tablier, e a grande novidade é o NissanConnect com Google integrado: Google Maps com planeador de viagem e de carregamentos, Google Assistant por voz e acesso à Play Store, tudo nativo, sem precisar do telemóvel. Para quem usa o carro como ferramenta de trabalho, isto muda o dia a dia.
Há também Apple CarPlay e Android Auto sem fios, ProPILOT Assist com cruise adaptativo, condução a um pedal com o e-Pedal e bomba de calor de série — esta última faz diferença real na autonomia de inverno. O sistema V2L (Vehicle-to-Load) entrega até 3,1 kW para alimentar equipamentos externos, útil para campismo ou ferramentas.
Nem tudo são boas notícias. Não há frunk — o espaço sob o capô não está disponível para arrumação. E o tejadilho panorâmico de vidro, bonito nas versões de topo, rouba alguns centímetros de espaço para a cabeça aos passageiros de trás por causa da linha de teto descaída. A bagageira de 437 litros é honesta, mas rivais como o Skoda Elroq oferecem mais.
O Kia EV3 é o rival mais direto e a comparação é reveladora. O Leaf de 75 kWh entrega 622 km WLTP; o EV3, no seu máximo, fica-se pelos cerca de 600 km — e precisa de uma bateria maior, de 78 kWh, para lá chegar. Ou seja, o Leaf é mais eficiente: tira mais quilómetros de cada kWh.
Onde o EV3 leva a melhor é na praticidade da bagageira e numa gama de acabamentos já bem estabelecida em Portugal. O Leaf responde com a eficiência, o Google integrado e o facto de ser fabricado em Sunderland, no Reino Unido — um ponto que, para já, não traz benefício fiscal direto em Portugal como traz no mercado britânico.
| Novo Nissan Leaf 75 kWh | Kia EV3 Long Range | |
|---|---|---|
| Bateria | 75 kWh | 78 kWh |
| Autonomia WLTP máx. | até 622 km | ~600 km |
| Carregamento DC | até 150 kW | ~128 kW |
O novo Nissan Leaf arranca nos 29.990 € + IVA para a versão de 52 kWh (acabamento Engage), subindo até cerca de 42.560 € + IVA na versão Evolve de 75 kWh, totalmente equipada. A gama divide-se em quatro níveis: Engage, Engage+, Advance e Evolve.
Como elétrico puro, o Leaf beneficia da isenção de ISV e de IUC reduzido, além das vantagens fiscais para viaturas de empresa — fatores que aproximam o custo real de um equivalente a gasolina ou diesel mais do que o preço de etiqueta sugere. Para quem faz contas ao quilómetro, a eficiência anunciada (13,8 kWh/100km na melhor das hipóteses) também pesa na poupança mensal.
As primeiras entregas europeias começaram em França na primavera de 2026. Em Portugal, com a pré-encomenda já aberta, vale a pena confirmar prazos e a disponibilidade de cada versão na rede Caetano antes de decidir — a versão de 75 kWh, a mais procurada pela autonomia, costuma ter listas de espera mais longas no arranque.
Depois de anos a perder terreno, o Leaf volta com um argumento sólido: autonomia competitiva, tecnologia que rivaliza com marcas premium e um preço de entrada que o coloca na conversa de qualquer comprador de elétrico em Portugal. Resta ver como se porta a versão de 52 kWh nas estradas portuguesas e se os prazos de entrega acompanham a procura.
O novo Nissan Leaf arranca nos 29.990 € + IVA na versão de 52 kWh (acabamento Engage) e sobe até cerca de 42.560 € + IVA na versão Evolve de 75 kWh, totalmente equipada. A gama divide-se em quatro níveis: Engage, Engage+, Advance e Evolve. Como elétrico puro, beneficia de isenção de ISV e IUC reduzido, o que aproxima o custo real de um equivalente a gasolina mais do que o preço de etiqueta sugere.
A pré-encomenda já está aberta em Portugal, em leaf.nissan.pt e na rede Caetano. As primeiras entregas europeias começaram em França na primavera de 2026 e Portugal segue na sequência. Vale a pena confirmar prazos por versão, já que a de 75 kWh, a mais procurada pela autonomia, tende a ter listas de espera mais longas no arranque.
A versão de 75 kWh homologa até 622 km WLTP, mas na prática a imprensa internacional aponta para cerca de 430 km reais a 120 km/h em autoestrada, o cenário mais exigente. Em condução mais calma, em estrada nacional e cidade, é possível ultrapassar os 480 km, com um consumo a rondar os 13,8 kWh/100km. A versão de 52 kWh fica-se pelos ~440 km WLTP.
A bateria de 52 kWh (~440 km WLTP, 174 cv, carregamento DC até 105 kW) chega para o uso diário casa-trabalho na zona de Lisboa ou Porto e fins de semana. A de 75 kWh (até 622 km WLTP, 215 cv, 150 kW DC) faz um Lisboa-Porto sem paragens e é a aposta certa para quem percorre regularmente longas distâncias. A diferença de preço entre elas justifica-se sobretudo pela autonomia e pela velocidade de carregamento.
O Leaf de 75 kWh entrega até 622 km WLTP com uma bateria de 75 kWh, enquanto o Kia EV3 precisa de uma bateria maior, de 78 kWh, para chegar aos cerca de 600 km, ou seja, o Leaf é mais eficiente. O Leaf também carrega mais depressa (150 kW DC contra ~128 kW) e traz Google integrado. O EV3 leva a melhor na praticidade da bagageira e numa gama de acabamentos já bem estabelecida em Portugal.