
Carregar autonomia para 255 km em dez minutos. É essa a promessa que torna o novo Mercedes GLB elétrico difícil de ignorar — e o que coloca a autonomia do Mercedes GLB elétrico num patamar que o antigo EQB nunca alcançou. A segunda geração do SUV familiar da Mercedes chega à Europa no verão de 2026, agora assente na plataforma MMA de 800 volts e com até 633 km WLTP no papel. Para quem em Portugal anda à procura de um elétrico com espaço para a família, este é um dos lançamentos do ano.
A novidade começa logo no nome. O que antes era EQB passa agora a chamar-se GLB com tecnologia EQ, dentro da nova lógica de nomenclatura da marca. Mas a mudança não é só cosmética: a base técnica é completamente nova.
A bateria é o ponto de partida. As versões 250+ e 350 4Matic usam um pack de 85 kWh úteis de química NMC — 21% mais capacidade do que o EQB. O resultado traduz-se em números concretos:
| Versão | Potência | Tração | Autonomia WLTP | 0-100 km/h |
|---|---|---|---|---|
| GLB 200 | 224 cv (165 kW) | Traseira | (bateria 58 kWh) | 8,2 s |
| GLB 250+ | 272 cv (200 kW) | Traseira | até 633 km | 7,4 s |
| GLB 350 4Matic | 354 cv (260 kW) | Integral | até 616 km | 5,5 s |
A autonomia do Mercedes GLB 250+ é o destaque: até 633 km no ciclo WLTP combinado, com a versão de entrada 200 a estrear uma bateria mais pequena de 58 kWh. Em estrada, os testes europeus apontam para algo mais realista — entre 464 e 537 km em uso misto, graças a um consumo muito contido de 15,8 a 18,3 kWh/100 km. Em cidade, a Mercedes fala mesmo em mais de 670 km. São valores que colocam a Lisboa-Porto-Algarve numa única carga, sem ansiedade.
Para quem quer desempenho, a GLB 350 4Matic monta dois motores, 354 cv e tração integral, despachando o 0-100 km/h em 5,5 segundos. Todas as versões partilham uma curiosidade rara num elétrico: uma caixa de duas velocidades, e a velocidade máxima fica nos 210 km/h.
Aqui está a verdadeira revolução face ao EQB. A arquitetura de 800 volts permite carregar em corrente contínua até 320 kW — mais do triplo da velocidade do antecessor, que ficava pelos 400V.
Na prática, o que isto significa para si: uma paragem de cerca de 22 minutos leva a bateria de 10 a 80%. E em apenas dez minutos ligado a um carregador rápido, recupera até 255 a 260 km de autonomia WLTP. Numa viagem longa, é o tempo de um café e uma ida à casa de banho. Em casa ou no trabalho, a corrente alternada chega aos 22 kW, e há ainda função V2L para alimentar equipamentos externos a partir da bateria do carro.
A rede MOBI.E e os carregadores rápidos nas autoestradas portuguesas tornam estes números aproveitáveis no dia a dia — desde que o posto entregue potência suficiente para o GLB mostrar do que é capaz.
O GLB cresceu. São 4,72 metros de comprimento (cerca de 98 mm mais longo que o EQB) e uma distância entre eixos de 2,89 metros, mais 60 mm. Esse alongamento sente-se sobretudo na segunda fila, com mais espaço para as pernas e mais altura ao tejadilho.
A vocação familiar mantém-se intacta. De série leva cinco lugares, mas a terceira fila opcional — por mais 1.350€ — transforma-o num sete lugares, algo raro num SUV compacto. A terceira fila serve melhor crianças ou trajetos curtos, com espaço para as pernas limitado, mas a flexibilidade está lá quando precisa dela.
Quanto à carga, os números são generosos:
Dentro, a Mercedes oferece o opcional MBUX Superscreen, com três ecrãs — instrumentação de 10,25 polegadas, central de 14 e ecrã para o passageiro de 14 — sob uma superfície de vidro contínua. Corre o novo sistema MB.OS, com atualizações over-the-air e navegação via Google Maps. O tejadilho panorâmico pode integrar 158 estrelas LED e tecnologia Magic Sky, que escurece o vidro ao toque.

Os preços portugueses já são conhecidos para as versões principais: a GLB 250+ parte de cerca de 57.500€ e a GLB 350 4Matic de cerca de 65.450€. A versão de entrada GLB 200, mais acessível, ainda não tem preço fechado para o mercado nacional. Como referência europeia, em França a gama arranca nos 46.950€ (GLB 200), 55.900€ (250+) e 61.100€ (350 4Matic).
Sendo 100% elétrico, o GLB beneficia dos incentivos fiscais portugueses: isenção de ISV e de IUC, além das vantagens em sede de tributação autónoma para quem o use como viatura de empresa. São poupanças que, ao longo da vida do carro, ajudam a equilibrar o preço de partida.
No mercado nacional, a concorrência mais óbvia é o Tesla Model Y na versão de sete lugares e o Peugeot E-5008. O Tesla oferece autonomia semelhante por um valor próximo, mas é no carregamento a 320 kW e na herança de qualidade Mercedes que o GLB procura marcar a diferença.
Os preços nacionais já estão confirmados para as versões principais: a GLB 250+ parte de cerca de 57.500€ e a GLB 350 4Matic de cerca de 65.450€. A versão de entrada GLB 200 ainda não tem preço fechado para Portugal. Sendo 100% elétrico, beneficia da isenção de ISV e de IUC, o que reduz o custo total face a um equivalente a combustão.
No ciclo WLTP combinado a GLB 250+ anuncia até 633 km com o pack de 85 kWh úteis, mas em uso real os testes europeus apontam para 464 a 537 km em percurso misto. O consumo contido (15,8 a 18,3 kWh/100 km) ajuda, e em cidade a Mercedes refere mesmo mais de 670 km. Na prática, um trajeto Lisboa-Porto cabe numa só carga.
Graças à arquitetura de 800 volts da plataforma MMA, aceita até 320 kW em corrente contínua — mais do triplo da velocidade do EQB. Uma carga de 10 a 80% leva cerca de 22 minutos e, em apenas dez minutos num posto rápido, recupera até 255 a 260 km de autonomia WLTP. Em casa, a corrente alternada chega aos 22 kW.
De série leva cinco lugares, mas existe uma terceira fila opcional por mais 1.350€ que o transforma num sete lugares — algo raro num SUV elétrico compacto. A terceira fila serve melhor crianças ou trajetos curtos, dado o espaço para as pernas limitado. Com os sete lugares ocupados, a mala fica em cerca de 145 litros, contra 540 litros na configuração normal.
O novo GLB elétrico é o sucessor direto do EQB, rebatizado como GLB com tecnologia EQ. As diferenças são profundas: nova plataforma MMA de 800 volts (em vez de 400V), carregamento até 320 kW (mais do triplo), bateria de 85 kWh com 21% mais capacidade e até 633 km WLTP. É também maior, com mais 98 mm de comprimento e mais 60 mm na distância entre eixos, o que melhora o espaço na segunda fila.
Se precisa de um elétrico familiar com a hipótese de sete lugares, poucos rivais juntam tanto espaço, tecnologia e velocidade de carga num formato compacto. As chegadas às concessões nacionais acompanham o arranque europeu no verão de 2026, com a variante híbrida (1.5 turbo) a seguir já em 2027. Para quem hesita entre versões, a 250+ é o ponto de equilíbrio entre autonomia, preço e desempenho — e a que melhor justifica a etiqueta de "recarga relâmpago" que a Mercedes lhe colou.