
Vinte e dois minutos para ir dos 10 aos 80% de bateria. É esse o número que melhor resume a nova geração do GLA, apresentada em estreia mundial em Varsóvia a 29 de julho de 2026. O Mercedes GLA elétrico chega ao nosso mercado a partir de 56.100 €, com encomendas abertas desde 30 de julho e as primeiras entregas marcadas para novembro deste ano.
É também o fim de uma era discreta: o GLA elétrico substitui o EQA. A Mercedes está a arrumar a nomenclatura "EQ" e a devolver os nomes tradicionais aos modelos, elétricos ou não. Quem procurava um EQA novo em stand vai passar a encontrar isto.
Em Portugal, o livro de encomendas abriu com duas versões 100% elétricas. A terceira variante da gama internacional, o GLA 200 de acesso, ainda não tem preço nacional anunciado. As híbridas plug-in só chegam no início de 2027.
| Versão | Potência | Tração | Autonomia WLTP | Preço em Portugal |
|---|---|---|---|---|
| GLA 250+ | 200 kW / 272 cv | Traseira | 577–657 km | desde 56.100 € |
| GLA 350 4MATIC | 260 kW / 354 cv | Integral | 555–643 km | desde 60.650 € |
| GLA 200 | 165 kW / 224 cv | Traseira | 394–447 km | ainda sem preço em Portugal |
São 4.550 € a separar o GLA 250+ do GLA 350 4MATIC — o que compra 82 cv extra, tração integral e um segundo motor, mas custa autonomia: o 4MATIC fica-se pelos 643 km no melhor cenário. Vale a pena notar que alguns meios avançaram um valor de entrada de gama de 55.400 €, sem indicar a que versão corresponde; os preços confirmados por versão são os da tabela.
Como veículo 100% elétrico, o GLA beneficia da isenção de ISV e do IUC reduzido aplicável aos elétricos em Portugal, o que ajuda a explicar por que os valores nacionais não se afastam muito dos alemães (na Alemanha a gama arranca nos 48.599 € para o GLA 200, com IVA a 19%).
Vale a pena separar o marketing dos factos. Os 657 km de autonomia WLTP pertencem exclusivamente ao GLA 250+, e no melhor cenário de jantes e equipamento. O GLA 350 4MATIC, com mais peso e um segundo motor, fica pelos 555–643 km. E o GLA 200, com a bateria LFP mais pequena, anuncia 394–447 km.
Traduzindo para uso real português: com o GLA 250+, Lisboa–Faro (cerca de 280 km) faz-se sem sequer pensar em carregar, e Lisboa–Porto ida e volta cabe numa carga em condução tranquila. Já o GLA 200 obriga a uma paragem curta num trajeto Lisboa–Porto–Lisboa, sobretudo no inverno e com a autoestrada a 120 km/h, onde os consumos sobem facilmente acima dos 20 kWh/100 km anunciados em ciclo misto (14,8–17,0 kWh/100 km).

O GLA assenta na plataforma MMA de 800 volts, a mesma do CLA e do GLB. Na prática, isso significa 320 kW de pico em corrente contínua nas versões de 85 kWh: dos 10 aos 80% em 22 minutos, com cerca de 60 kWh transferidos. Dez minutos ligado a um posto rápido chegam para até 270 km.
O GLA 200 fica-se pelos 200 kW, mas como a bateria é menor faz o mesmo 10–80% em pouco mais de 20 minutos, recuperando 145 a 165 km em dez minutos. Em AC, o carregador de bordo é de 11 kW de série, com 22 kW opcionais — 9 horas ou 4h45 para uma carga completa nas versões de 85 kWh, 6h30 ou 3h30 no GLA 200.
Aqui entra o detalhe que interessa a quem carrega em Portugal: a maioria da rede rápida MOBI.E ainda opera a 400V, não a 800V. No Reino Unido, a Mercedes cobra 850 libras por um conversor DC opcional que permite usar esses postos de menor tensão. Antes de assinar a encomenda, confirme com o concessionário se esse equipamento está incluído na versão portuguesa — de outra forma, os 320 kW ficam reservados para as poucas estações de altíssima potência do país.
O novo GLA mede 4,57 m de comprimento, 1,87 m de largura e 1,60 m de altura (menos 20 mm que antes). A distância entre eixos cresceu 61 mm, para 2.790 mm — mais do que o BMW iX1 (2.692 mm) e o Audi Q4 e-tron (2.764 mm). Não é um detalhe de ficha técnica: são mais 38 mm de espaço para as pernas atrás e mais 24 mm de altura para a cabeça.
A bagageira passa a 410 litros (mais 70 que na geração anterior), 1.400 litros com os bancos rebatidos, e há um frunk de 107 litros à frente para os cabos. O diâmetro de viragem é de 11,53 m e a capacidade de reboque chega aos 2.000 kg com travão no GLA 350 4MATIC (1.500 kg nas restantes).
Por dentro, o destaque é o MBUX Superscreen opcional: três ecrãs sob uma superfície contínua de vidro (10,25", 14" e 14"), com gráficos gerados pelo motor Unity. O assistente virtual recorre a ChatGPT, Bing e Gemini, e a navegação assenta no Google Maps com o Automotive AI Agent da Google Cloud. A condução assistida é de nível SAE 2, com mudança de faixa automatizada no pacote Plus.
O iX1 xDrive30 é o rival mais óbvio no segmento e o mais vendido do grupo em Portugal.
| GLA 350 4MATIC | BMW iX1 xDrive30 | |
|---|---|---|
| Potência | 354 cv | 313 cv |
| 0–100 km/h | 5,4 s | 5,6 s |
| Autonomia WLTP | até 643 km | cerca de 514 km |
| Pico DC | 320 kW | 130 kW |
| Distância entre eixos | 2.790 mm | 2.692 mm |
A diferença de aceleração é marginal. A de carregamento não: 320 kW contra 130 kW significa que, numa paragem de 20 minutos na A1, o Mercedes recupera aproximadamente o dobro da autonomia do BMW. Somando os 130 km extra de autonomia WLTP, o GLA chega claramente mais moderno — o que é natural, dado que o iX1 já vai a meio do seu ciclo comercial. Os outros nomes na lista de compras são o Volvo EX40 e o Audi Q4 e-tron.
Vale ainda notar o irmão GLB 250+, que arranca nos 59.048 € na Alemanha (cerca de 4.070 € acima do GLA): oferece mais 130 litros de bagageira, mas menos 26 km de autonomia.
Em Portugal estão à venda duas versões 100% elétricas: o GLA 250+ desde 56.100 € e o GLA 350 4MATIC desde 60.650 €, uma diferença de 4.550 € entre as duas. O GLA 200 de acesso à gama internacional, com bateria LFP de 58 kWh, ainda não tem preço nacional anunciado. Por ser um veículo 100% elétrico, o GLA está isento de ISV e beneficia de IUC reduzido, o que aproxima os valores portugueses dos alemães apesar do IVA a 23%.
As encomendas abriram em Portugal a 30 de julho de 2026, um dia depois da estreia mundial em Varsóvia, e as primeiras entregas estão marcadas para novembro de 2026. As versões híbridas plug-in, com um 1.5 turbo, motor elétrico de 22 kW e bateria de 1,3 kWh, só chegam no início de 2027. Vale a pena confirmar prazos junto do concessionário, porque as primeiras séries de produção tendem a esgotar rapidamente.
Os 657 km WLTP pertencem apenas ao GLA 250+ e no melhor cenário de jantes e equipamento; o GLA 350 4MATIC anuncia 555–643 km e o GLA 200 fica-se pelos 394–447 km. Em autoestrada a 120 km/h, sobretudo no inverno, os consumos sobem facilmente acima dos 14,8–17,6 kWh/100 km homologados em ciclo misto, o que corta tipicamente 25 a 30% à autonomia anunciada. Na prática, com o GLA 250+ um Lisboa–Faro (cerca de 280 km) faz-se sem carregar e um Lisboa–Porto ida e volta cabe numa carga em condução tranquila.
O GLA assenta na plataforma MMA de 800 volts e atinge 320 kW de pico em corrente contínua nas versões de 85 kWh, com 10–80% em 22 minutos e até 270 km recuperados em dez minutos. O problema é que grande parte da rede rápida MOBI.E ainda funciona a 400V, e no Reino Unido a Mercedes cobra 850 libras por um conversor DC opcional que permite tirar partido desses postos. Confirme com o concessionário se esse equipamento está incluído na versão portuguesa antes de assinar a encomenda.
Há duas novidades previstas para o início de 2027: uma quarta variante com bateria NMC de 71 kWh, que deverá ficar entre o GLA 200 e o GLA 250+ em preço e autonomia, e as versões híbridas plug-in para quem ainda não confia na rede de carregamento. Quem já decidiu ir a elétrico dificilmente ganha em esperar: o GLA 250+ com 56.100 €, 657 km WLTP e 22 minutos de carregamento não tem rival direto equivalente em Portugal, já que o BMW iX1 xDrive30 fica pelos ~514 km e 130 kW de pico DC.
Há duas razões para esperar. A primeira é uma quarta variante com bateria NMC de 71 kWh, prevista para o início de 2027, que deverá encaixar-se entre o GLA 200 e o GLA 250+ em preço e autonomia. A segunda são as versões híbridas plug-in, também de 2027, com um 1.5 turbo, motor elétrico integrado de 22 kW, bateria de 1,3 kWh e caixa de dupla embraiagem de oito velocidades — solução para quem ainda não confia na rede de carregamento.
Para quem já decidiu ir a elétrico, o GLA 250+ é a escolha racional da gama: 56.100 €, 657 km e 22 minutos de carregamento é uma combinação que, neste momento, nenhum rival direto oferece em Portugal. As encomendas estão abertas e as entregas começam em novembro — vale a pena confirmar prazos junto do concessionário antes de o livro de encomendas encher.