Mercedes EQS 2026: 926 km de Autonomia, 800V e Steer-by-Wire

Publicado: 15/04/2026Mercedes EQS 2026: 926 km de Autonomia e Arquitetura 800V

926 km WLTP num só depósito de eletrões

A Mercedes-Benz apresentou o segundo facelift do EQS e, desta vez, não se ficou pela pele. O topo da gama elétrica de Stuttgart passa a contar com arquitetura a 800V, bateria de 122 kWh com novos ânodos de silício-grafite e uma autonomia que, na versão EQS 450+, chega aos 926 km WLTP. Para quem procura um Mercedes-Benz EQS 2026 com autonomia próxima dos 900 km, este é o momento em que a marca finalmente alinha com Lucid Air e Porsche Taycan na conversa técnica — e fá-lo a poucos meses de se despedir, já que a próxima Classe S (térmica e elétrica) vai substituir o EQS atual.

Mais de 25% dos componentes foram redesenhados. É a atualização mais profunda que este modelo vai receber.

O que muda no Mercedes EQS facelift 2026

Quatro versões, preços alemães já anunciados e uma arquitetura elétrica praticamente nova. A tabela resume o que interessa a quem está a considerar encomendar:

VersãoPotênciaBinário0-100 km/hAutonomia WLTPPreço (DE)
EQS 400 RWD367 cv (270 kW)505 Nm6,2 s817 km94 403 €
EQS 450+ RWD408 cv (300 kW)505 Nm5,9 s926 km108 635 €
EQS 500 4Matic476 cv (350 kW)750 Nm4,5 s876 km123 285 €
EQS 580 4Matic585 cv (430 kW)800 Nm4,1 s876 km134 732 €

Velocidade máxima limitada a 210 km/h em toda a gama. A caixa traseira continua a ser de duas velocidades, solução rara entre elétricos e que ajuda a combinar arranque forte com eficiência em autoestrada.

Arquitetura 800V: o salto que faltava

Três das quatro versões passam a usar arquitetura 800V. Apenas o EQS 400 mantém um sistema de classe inferior com bateria NMC de 112 kWh. Nas restantes, a bateria sobe de 118 para 122 kWh úteis sem alterar as dimensões do pack — o ganho vem da química, com ânodos compostos de óxido de silício e grafite e redução do cobalto.

O resultado prático? Em DC, o EQS 450+ aceita até 350 kW de pico (o EQS 400 fica-se pelos 330 kW). São dez minutos para recuperar até 320 km WLTP. E quando parar num carregador europeu ainda limitado a 400V — metade da rede rápida em Portugal — o pack divide-se virtualmente em duas metades a carregar a 175 kW cada. Não há penalização de compatibilidade.

Travagem regenerativa e V2G

A potência máxima de regeneração passa de 290 para 385 kW. É mais travagem motora, mais energia recuperada em descidas longas, menos desgaste dos discos. A bateria aceita carregamento bidirecional (V2G e V2H), ativado via atualização OTA depois do lançamento — útil para quem está a ponderar combinar EQS com painéis solares e tarifário indexado.

Mercedes EQS steer-by-wire: a primeira vez num alemão de série

Opcional, mas é o detalhe que vai dar conversa. Chega poucos meses depois do lançamento comercial e é a primeira aplicação em série de steer-by-wire num construtor alemão. Sem coluna mecânica entre volante e rodas, o sistema usa 170° de bloqueio a bloqueio — menos de meia volta de cada lado — com redundância dupla de sensores e atuadores. É compatível com volante tipo yoke (em U), opção que a Mercedes disponibiliza para quem quiser.

O eixo traseiro direcional, antes limitado a 4,5°, pode agora ir até 10° quando combinado com steer-by-wire. O raio de viragem baixa para menos de 11 metros — valores de citadino num sedan de 5,2 metros. Para quem anda em Lisboa ou no Porto, isto é mais relevante do que parece à primeira vista.

Autonomia real e consumos

O EQS 450+ declara consumos entre 15,4 e 19,3 kWh/100 km em ciclo WLTP. Na prática portuguesa — A1 a 120 km/h, ar condicionado ligado, algum trânsito urbano misturado —, números entre 18 e 22 kWh/100 km são expectáveis. Isso coloca a autonomia real em qualquer coisa entre 600 e 700 km no 450+, dependendo do pé. Lisboa-Porto sem paragens passa a ser rotina e não exercício de planeamento.

O Cx continua nos 0,20, marca de referência do mercado. Capacidade de reboque: 1 600 kg no tração traseira, 1 700 kg nas versões 4Matic.

Quando chega o novo Mercedes EQS a Portugal

As encomendas estão abertas na Alemanha. As entregas europeias, incluindo Portugal, devem arrancar no segundo semestre de 2026. Os preços portugueses ainda não foram confirmados pela Mercedes-Benz Portugal, mas podemos fazer uma estimativa razoável:

  • O EQS 400 parte de 94 403 € na Alemanha. Em Portugal, veículos elétricos puros estão isentos de ISV, o que aproxima o preço do valor de tabela alemão mais IVA local. Contamos com um valor de entrada na casa dos 95 000 a 100 000 €.
  • O EQS 580 4Matic deve situar-se perto dos 138 000 a 145 000 €, incluindo margem de importador e equipamento de série adaptado ao mercado.

Os incentivos fiscais portugueses continuam favoráveis: isenção total de ISV, IUC mínimo para veículos elétricos e deduções atrativas em IRC para empresas que adquiram o EQS como viatura de serviço. Nenhum destes benefícios resolve o preço absoluto — mas mudam significativamente o custo total ao fim de cinco anos.

Como se compara com o que já está cá

O BMW i7 xDrive60 parte de cerca de 140 000 € em Portugal e fica-se por 611 km WLTP. O Lucid Air ainda não tem rede comercial estabelecida no país. O Porsche Taycan, embora com outro posicionamento mais desportivo, anda nos mesmos patamares de preço sem chegar à autonomia do EQS 450+. No segmento sedan elétrico de luxo com 900 km de autonomia, o EQS facelift é neste momento referência — e pode manter-se até ao lançamento da próxima Classe S elétrica.

Tecnologia a bordo

O Hyperscreen mantém-se, com ecrã de 12,3" para o condutor, 17,7" central e 12,3" para o passageiro. Atrás, dois ecrãs táteis de 13,1". O sistema operativo é o novo MB.OS, com atualizações OTA e integração mais profunda de assistentes inteligentes.

Os faróis Micro-LED Digital Light apresentam-se com +40% de alcance iluminado e -50% de consumo energético, chegando aos 600 m de máximos. ADAS apoia-se em 10 câmaras, até 5 radares e 12 ultrassons. Filtro HEPA com 99,65% de retenção de partículas — para quem anda em zonas urbanas com poluição, é uma diferença percetível. Cintos aquecidos a 44 °C, item que a Mercedes introduziu primeiro nesta gama e que agora se generaliza.

Perguntas Frequentes

As encomendas do Mercedes EQS 2026 estão abertas na Alemanha desde abril de 2026 e as entregas europeias, incluindo Portugal, estão previstas para o segundo semestre de 2026. A Mercedes-Benz Portugal ainda não confirmou datas exatas nem preços locais, mas o calendário deverá acompanhar o lançamento alemão com poucas semanas de atraso.

Na Alemanha, o EQS 400 parte de 94 403 € e o topo de gama EQS 580 4Matic chega aos 134 732 €. Em Portugal, como os elétricos puros estão isentos de ISV, estimamos um preço de entrada entre 95 000 e 100 000 € para o EQS 400 e cerca de 138 000 a 145 000 € para o EQS 580 4Matic, já com margem de importador e equipamento adaptado ao mercado nacional.

O EQS 450+ anuncia 926 km WLTP e consumos oficiais entre 15,4 e 19,3 kWh/100 km. Em condução real portuguesa — A1 a 120 km/h com ar condicionado ligado — esperam-se consumos entre 18 e 22 kWh/100 km, o que coloca a autonomia efetiva entre 600 e 700 km. Isto torna Lisboa-Porto possível sem paragens para carregar.

O EQS 450+ lidera claramente em autonomia com 926 km WLTP, contra os 611 km do BMW i7 xDrive60 (que parte de cerca de 140 000 € em Portugal). O Lucid Air iguala-se em autonomia, mas ainda não tem rede comercial estabelecida no país. Com carregamento DC até 350 kW e arquitetura 800V, o EQS facelift passa a ser a referência no segmento sedan elétrico de luxo até à chegada da próxima Classe S elétrica.

Sendo 100% elétrico, o EQS beneficia da isenção total de ISV, paga IUC mínimo e dá direito a deduções em IRC quando registado como viatura de serviço por empresas. Estes incentivos não alteram o preço de tabela, mas podem reduzir significativamente o custo total de propriedade ao longo de cinco anos, sobretudo em uso empresarial.

Vale a pena esperar?

Se já conduz um EQS pré-facelift, a resposta depende do uso: se faz longas distâncias, o salto de 200 para 350 kW em DC é transformador. Se o seu padrão é urbano e suburbano, o facelift é menos crítico — e o valor de retoma do EQS atual vai cair assim que o novo chegar.

Para quem está a entrar agora no segmento, faz sentido esperar até ao segundo semestre de 2026. O preço base deve subir em relação ao modelo que sai de linha, mas a diferença em autonomia, velocidade de carregamento e tecnologia justifica. Vale a pena acompanhar os próximos anúncios de preços oficiais da Mercedes-Benz Portugal para fechar contas antes de encomendar.