
345 cavalos, mais de 1.100 km de autonomia combinada e uma bateria de 39,6 kWh que permite percorrer até 200 km em modo puramente elétrico. O Lynk Co 08 não é mais um PHEV qualquer. É, neste momento, o híbrido plug-in com maior autonomia elétrica à venda na Europa — e poderá em breve estar disponível nos concessionários Volvo em Portugal.
A marca pertence ao grupo Geely (o mesmo que detém a Volvo e a Polestar) e construiu o 08 sobre a plataforma CMA Evo, partilhada com o Volvo XC40 e o Polestar 2. Não é apenas marketing: há ADN sueco no chassis, nos sistemas de segurança e na filosofia de design minimalista do habitáculo.
| Especificação | Valor |
|---|---|
| Comprimento / Largura / Altura | 4.820 / 1.915 / 1.685 mm |
| Distância entre eixos | 2.848 mm |
| Motor | 1.5L turbo 4 cilindros + motor elétrico |
| Potência combinada | 257 kW (345 cv) |
| Binário | 580 Nm |
| Bateria | 39,6 kWh |
| Autonomia elétrica (WLTP) | 200 km |
| Autonomia combinada | >1.100 km |
| Carregamento rápido DC | 85 kW (10-80% em ~33 min) |
| Depósito de combustível | 60 litros |
| Mala | 540 litros |
| 0-100 km/h (testado) | 7,02 s |
| Preço (Core) | €52.995 |
| Preço (More) | €56.995 |
A versão europeia é de tração dianteira. Na China existe opção AWD, mas para já o mercado europeu fica com a configuração FWD.
Para quem faz trajetos urbanos ou pendulares até 100-150 km diários, o 08 funciona como um carro elétrico. A bateria de 39,6 kWh garante autonomia real suficiente para a maioria das deslocações sem nunca ligar o motor a gasolina.
Nos testes reais, o consumo elétrico ficou nos 11,4 kWh/100km a 60 km/h e 18,1 kWh/100km a 90 km/h. A autonomia real a 90 km/h ronda os 219 km — mais do que suficiente para ir de Lisboa a Leiria e voltar sem gastar uma gota de combustível.
Quando o motor 1.5 turbo entra em cena, a potência combinada de 345 cv torna o carro suficientemente rápido. O 0-100 km/h testado ficou nos 7,02 segundos (a marca promete 6,8 s). Não é um desportivo, mas responde bem em ultrapassagens e entradas em autoestrada.
Um dos trunfos mais interessantes do 08 é o carregamento rápido a 85 kW em corrente contínua. Nos PHEVs convencionais, carregar significa esperar horas num posto AC. Aqui, 33 minutos bastam para ir de 10% a 80%. Para quem viaja e quer aproveitar paragens curtas na rede MOBI.E, faz toda a diferença.
O habitáculo é espaçoso e bem construído. Os materiais combinam couro sintético com plásticos reciclados num acabamento que transmite qualidade. O ecrã central de 15,4 polegadas tem uma interface bem organizada, com menus rápidos e widgets ao estilo smartphone. O isolamento acústico impressiona: 51,2 dB a 60 km/h e 61,6 dB a 130 km/h — valores que rivalizam com SUVs elétricos premium.
Destaque ainda para os bancos aquecidos e ventilados com massagem, a iluminação ambiente personalizável, o modo Dog (que mantém o habitáculo a temperatura segura para animais) e um sistema de câmaras exteriores excelente para manobras.
A mala de 540 litros é pequena para um SUV desta dimensão — o compromisso com a bateria e o motor térmico rouba espaço. O design exterior é demasiado discreto: mistura-se facilmente no trânsito sem criar qualquer impacto visual. Os controlos são por vezes confusos, com funções básicas como os faróis enterradas em menus no ecrã em vez de botões físicos.
O consumo a gasolina é pouco eficiente: 7,5 L/100km a 90 km/h e 9,9 L/100km a 130 km/h. Se a bateria estiver vazia, o 08 perde grande parte do seu apelo. E o sistema de som Harman Kardon de 23 altifalantes? Surpreendentemente medíocre para o preço pedido.
O Lynk Co 08 custa a partir de €52.995 na versão Core e €56.995 na versão More nos mercados europeus onde já está disponível. Em Portugal, o preço final dependerá da estrutura fiscal — e aqui os híbridos plug-in têm uma vantagem significativa.
Os PHEV beneficiam de redução no ISV (Imposto Sobre Veículos) face aos veículos a combustão pura, e o IUC anual é também mais favorável. Embora não tenham a isenção total dos elétricos puros, a poupança fiscal pode tornar o 08 mais acessível do que o preço de tabela sugere.
Em março de 2026, a Volvo assinou um memorando de entendimento para se tornar importador exclusivo da Lynk & Co na Europa. Na prática, isto significa que os veículos Lynk & Co serão vendidos e assistidos através da rede de concessionários Volvo existente.
Para o comprador português, esta é uma excelente notícia. Em vez de depender de uma rede de distribuição incipiente, o 08 terá acesso à infraestrutura de oficinas e peças da Volvo — uma marca com presença consolidada em Portugal. A Lynk & Co já conta com mais de 125 pontos de venda e 350 oficinas autorizadas na Europa, e este número deverá crescer com a parceria.
No segmento PHEV, o 08 tem poucos rivais diretos com esta autonomia elétrica. O Voyah Free REV e o Wey 05 competem no mesmo espaço, mas com carregamento mais lento e menor eficiência elétrica.
A comparação mais realista, porém, é com SUVs elétricos puros na mesma faixa de preço. Um Volkswagen ID.4 ou um Skoda Enyaq custam entre €45.000 e €55.000 em Portugal e oferecem autonomias de 400-520 km — mas sem a rede de segurança do motor a combustão para viagens mais longas ou zonas com menos postos de carregamento.
Para quem ainda não está preparado para dar o salto total para o elétrico, o Lynk Co 08 representa o melhor compromisso disponível: 200 km de autonomia elétrica real para o dia-a-dia, mais de 1.100 km de alcance total quando precisa, e carregamento rápido DC que a maioria dos PHEV não oferece.
O Lynk Co 08 custa a partir de 52.995 euros na versão Core e 56.995 euros na versão More nos mercados europeus. Em Portugal, o preço final dependerá da estrutura fiscal, mas os híbridos plug-in beneficiam de redução no ISV face aos veículos a combustão pura, o que poderá tornar o custo efetivo mais competitivo face a SUVs elétricos puros como o VW ID.4 ou o Skoda Enyaq, que custam entre 45.000 e 55.000 euros.
O Lynk Co 08 está à venda na Europa desde meados de 2025, mas ainda não tem data confirmada para Portugal. Em março de 2026, a Volvo assinou um memorando de entendimento para se tornar importador exclusivo da Lynk & Co na Europa, o que significa que o 08 será vendido e assistido através da rede de concessionários Volvo existente em Portugal. A marca já conta com mais de 125 pontos de venda e 350 oficinas autorizadas na Europa.
A autonomia elétrica WLTP do Lynk Co 08 é de 200 km, a maior de qualquer híbrido plug-in à venda na Europa. Em testes reais a 90 km/h, a autonomia medida foi de 219 km — o suficiente para ir de Lisboa a Leiria e voltar sem gastar combustível. Para trajetos urbanos diários até 100-150 km, o 08 funciona como um carro elétrico puro, com consumos de apenas 11,4 kWh/100km a 60 km/h.
Sim, e esta é uma das maiores diferenças face a outros PHEV. O Lynk Co 08 suporta carregamento rápido DC a 85 kW, permitindo ir de 10% a 80% de bateria em apenas 33 minutos. A maioria dos híbridos plug-in no mercado só aceita carregamento AC lento, o que obriga a esperas de várias horas. Para quem viaja em Portugal e quer aproveitar paragens curtas na rede MOBI.E, o carregamento DC faz uma diferença significativa.
Ambos partilham a plataforma CMA Evo do grupo Geely, o que significa ADN comum no chassis e nos sistemas de segurança. A principal diferença é que o Lynk Co 08 é um PHEV com 200 km de autonomia elétrica e motor 1.5 turbo de 345 cv combinados, enquanto o XC40 Recharge é totalmente elétrico. O 08 oferece a vantagem de mais de 1.100 km de autonomia combinada para quem ainda não está preparado para o elétrico puro, com a segurança de assistência Volvo em Portugal graças ao acordo de distribuição exclusiva.
O Lynk Co 08 não é perfeito. A mala é pequena, o design não entusiasma e os controlos podiam ser mais intuitivos. Mas faz algo que nenhum outro PHEV no mercado europeu consegue: eliminar a ansiedade de autonomia sem sacrificar a experiência de condução elétrica diária.
Com a Volvo a assumir a distribuição e a rede de assistência, a questão da confiança pós-venda fica resolvida. Se os preços para Portugal se confirmarem competitivos face aos SUVs elétricos puros, o 08 pode tornar-se numa referência para quem procura a transição gradual para a mobilidade elétrica no nosso mercado.