
A Lancia revelou as primeiras imagens do novo Gamma, e há um número que salta à vista: até 740 km de autonomia na versão totalmente elétrica. É o segundo modelo da marca italiana desde o renascimento sob a Stellantis, depois do Ypsilon de 2024, e o primeiro com ambições de família. Para quem segue de perto a autonomia do Lancia Gamma elétrico, este é o dado que define o carro.
Não é o coupé elegante dos anos 70. O novo Lancia Gamma nasce como um crossover-fastback do segmento C, premium, com 4,67 m de comprimento. Por baixo da chapa está plataforma e tecnologia Stellantis partilhadas com meia dúzia de modelos que já conhecemos no mercado.
A ficha técnica do Lancia Gamma cobre várias motorizações, todas sobre a mesma base. Vale a pena perceber o que cada uma oferece antes de fixar no número grande.
| Versão | Potência | Autonomia | Notas |
|---|---|---|---|
| Híbrido | 145 cv | mais de 1.000 km | Motor 1.2 turbo + sistema híbrido |
| Elétrico base | 230 cv | mais de 540 km | Tração dianteira |
| Elétrico longa autonomia | 245 cv | mais de 740 km | A versão que dá manchetes |
| Elétrico AWD | 375 cv | 675 km | Bateria de 104 kWh, tração integral |
Repare numa ausência: não há versão plug-in híbrida na gama europeia. A Lancia deixou-a de fora deliberadamente. O interesse num PHEV parece estar reservado ao mercado norte-americano, e mesmo aí é especulativo.
O ponto curioso é que os 740 km não vêm da bateria maior. A versão de 245 cv, com tração dianteira, estica mais a carga do que a AWD de 375 cv e 104 kWh — porque tem menos potência a alimentar e menos peso a mover. É o velho compromisso entre desempenho e eficiência, e aqui está bem visível.
Para o condutor português, 740 km WLTP traduzem-se, na prática, em algo na ordem dos 550 a 600 km reais em utilização mista. Chega de sobra para um Lisboa-Porto-Lisboa sem tocar num carregador. Mesmo a versão base de 540 km cobre a esmagadora maioria das deslocações do dia a dia com folga.
Se as dimensões lhe parecem familiares, há razão. O Gamma assenta na plataforma STLA Medium de 400V, a mesma que sustenta a DS Nº7, o Peugeot E-3008, o Opel Grandland, o Citroën C5 Aircross e o novo Jeep Compass.
A comparação Lancia Gamma vs DS Nº7 é quase milimétrica: 4,67 m contra 4,66 m de comprimento, 1,89 m contra 1,90 m de largura. São praticamente o mesmo carro por baixo. A diferença está na chapa, no acabamento e na identidade — e é aí que a Lancia tenta justificar o posicionamento premium.

O desenho puxa pela assinatura luminosa em Y, estreada no Ypsilon, à frente e atrás. Há um conjunto de três barras nas luzes diurnas a que a marca chama "calice", faróis principais embutidos no para-choques, shutters aerodinâmicos ativos na grelha e puxadores de porta escamoteáveis. Tudo ao serviço da eficiência que sustenta os tais 740 km.
O interior aposta numa peça central no tablier que a Lancia descreve como uma "mesa de café", e que serve de base de carregamento sem fios para o smartphone. Acompanham-na dois ecrãs de grandes dimensões e botões táteis no volante.
A Electrek descreve a cabina como uma versão mais contida da linguagem recente da marca, com botões físicos e comandos de climatização a conviver com a instrumentação digital. Para quem já se irritou com tudo metido dentro do ecrã, é boa notícia.
Aqui entra a parte honesta: ainda não há preço oficial nem confirmação de chegada a Portugal. O que sabemos é o calendário. As encomendas abrem na Europa depois do verão de 2026, com a estreia pública marcada para o Salão de Paris, no outono de 2026.
Como o Gamma é fabricado em Melfi, em Itália, e pensado de raiz para o mercado europeu com volante à esquerda, a chegada a Portugal é uma questão de quando, não de se. A Lancia já regressou ao nosso mercado com o Ypsilon, o que abre caminho ao Gamma.
Sobre preço, qualquer número agora é estimativa. Tendo a DS Nº7 e o Peugeot E-3008 como referência de plataforma, é razoável esperar que as versões elétricas arranquem algures acima dos 45.000€ em Portugal. A favor do comprador joga a fiscalidade: um elétrico beneficia de isenção de ISV e paga um IUC reduzido, o que aproxima bastante o custo real de utilização face a um equivalente a combustão.
Está planeada uma versão de alto desempenho, o Gamma HF Integrale, com cerca de 370 cv e tração integral, capaz dos 0-100 km/h em torno dos 6 segundos. O nome não é inocente: evoca o lendário Delta HF Integrale dos ralis. Os detalhes ainda não foram revelados, mas a intenção é clara — devolver alguma emoção à marca.
Mais informação técnica e comercial deverá surgir nos próximos meses, à medida que nos aproximamos da estreia em Paris. Vale a pena acompanhar os anúncios de preço, porque é aí que se decide se este Gamma é mesmo uma alternativa séria à DS Nº7 ou apenas uma versão mais cara do mesmo.
Os 740 km anunciados são valores WLTP da versão de 245 cv com tração dianteira. Na prática, em utilização mista, um condutor português deve contar com cerca de 550 a 600 km reais — o suficiente para uma viagem Lisboa-Porto-Lisboa sem parar para carregar. A versão base de 230 cv anuncia mais de 540 km e a AWD de 375 cv, com bateria de 104 kWh, fica-se pelos 675 km.
Ainda não há data oficial de chegada a Portugal. As encomendas abrem na Europa depois do verão de 2026 e a estreia pública está marcada para o Salão de Paris, no outono de 2026. Como o Gamma é fabricado em Melfi (Itália) e pensado para o mercado europeu com volante à esquerda, a chegada a Portugal é praticamente certa, à semelhança do que aconteceu com o Ypsilon.
O preço ainda não foi anunciado, por isso qualquer número é uma estimativa. Usando a DS Nº7 e o Peugeot E-3008 como referência de plataforma, é razoável esperar que as versões elétricas arranquem acima dos 45.000€ em Portugal. A favor do comprador joga a fiscalidade: um elétrico beneficia de isenção de ISV e paga um IUC reduzido, baixando bastante o custo real de utilização.
Os dois partilham a plataforma STLA Medium de 400V e são quase idênticos nas dimensões: 4,67 m contra 4,66 m de comprimento e 1,89 m contra 1,90 m de largura. Por baixo da chapa são praticamente o mesmo carro, que partilham ainda com o Peugeot E-3008, o Opel Grandland e o Citroën C5 Aircross. A diferença está na carroçaria fastback, no acabamento e na identidade premium que a Lancia tenta impor.
Para entusiastas, talvez. Está planeada uma versão de alto desempenho, o Gamma HF Integrale, com cerca de 370 cv e tração integral, capaz dos 0-100 km/h em torno dos 6 segundos, evocando o lendário Delta HF Integrale dos ralis. Os detalhes ainda não foram revelados e o nome só será concretizado depois da estreia base, pelo que convém acompanhar os anúncios da marca nos próximos meses.