
740 km de autonomia WLTP numa versão, €43.900 a começar noutra. O novo DS N°7 chega em duas frentes — híbrido e 100% elétrico — e a marca da Stellantis aponta directamente ao terreno dominado pelos BMW iX1, Audi Q4 e-tron e Mercedes EQA. A boa notícia para quem segue o mercado português: o lançamento europeu acontece no Verão de 2026, com encomendas já abertas em França. A pergunta inevitável é quanto vai custar o DS N7 em Portugal e que versões fazem sentido cá.
O N°7 substitui o antigo DS 7 com mais 7 cm de comprimento (4,66 m), assenta na plataforma STLA Medium da Stellantis e é produzido em Melfi, Itália. Toda a gama partilha a mesma carroçaria SUV — o que muda é o que está debaixo do capô.
A DS optou por uma estratégia rara no segmento premium: oferecer o mesmo carro em quatro motorizações distintas, deixando ao comprador a escolha entre eficiência híbrida e autonomia elétrica.
| Motorização | Potência | Bateria | Autonomia/Consumo |
|---|---|---|---|
| HYBRID | 145 cv | — | 5,4 l/100 km (121–127 g CO2/km) |
| E-TENSE FWD | 230 cv (boost 260) | 73,7 kWh | 543 km WLTP |
| E-TENSE FWD Long Range | 245 cv (boost 280) | 97,2 kWh | 740 km WLTP |
| E-TENSE AWD Long Range | 350 cv (boost 375) | 97,2 kWh | 679 km WLTP |
Os 740 km da versão Long Range FWD são, hoje, o recorde da categoria SUV compacto premium — à frente do Audi Q4 e-tron (cerca de 560 km) e do BMW iX1 (até 475 km). Para um condutor português, isto traduz-se em algo concreto: Lisboa-Porto e regresso sem qualquer paragem de carregamento, mesmo em viagem real com consumo médio acima do WLTP.
A versão AWD de 350 cv (boost a 375) faz o 0-100 km/h em 5,4 segundos. Não é um superdesportivo, mas para um SUV familiar é tempo de sobra.

Em corrente contínua, o N°7 aceita até 160 kW. A bateria grande (97,2 kWh) carrega de 20% a 80% em 27 minutos; a pequena (73,7 kWh) faz o mesmo intervalo em 31 minutos. Em paragens curtas — daquelas de café num posto da A1 — a DS promete cerca de 190 km recuperados em 10 minutos.
Em AC, o carregador de bordo é de 11 kW de série, com upgrade opcional para 22 kW. Plug&Charge e V2L (vehicle-to-load, para alimentar equipamentos externos) vêm de série em todas as versões — incluindo o híbrido.
A grelha de acabamentos da DS tem nomes próprios e uma lógica clara de progressão.
A tecnologia de iluminação merece nota à parte: o sistema PIXELVISION da DS atinge 520 metros de visibilidade — quase o dobro do que vê com máximos convencionais.
Os preços oficiais para Portugal ainda não foram anunciados. Em França, a tabela completa das versões EV é a seguinte:
| Versão | N°7 | Pallas | Etoile | La Première |
|---|---|---|---|---|
| E-TENSE FWD 230 | €46.990 | €58.420 | €64.200 | €70.200 |
| E-TENSE FWD LR 245 | €50.610 | €62.040 | €67.820 | €73.820 |
| E-TENSE AWD 350 | — | — | €71.520 | €77.520 |
O híbrido arranca em €43.900. A DS posicionou o preço base estrategicamente abaixo do limite francês para o bónus CEE — e algo semelhante deverá acontecer em Portugal para o N°7 entrar no patamar dos incentivos disponíveis.
Em Portugal, os elétricos puros continuam a beneficiar de isenção total de ISV e IUC reduzido, o que neutraliza grande parte do diferencial face ao híbrido na conta final. Para uso particular intensivo, a versão Long Range FWD parece a aposta mais racional: 740 km de autonomia, preço base de €50.610 em França (sem ISV cá), e o mesmo conforto interior do AWD pesado.
O posicionamento competitivo do N°7 é claro. O BMW iX1 começa nos €52.000 em Portugal com cerca de 475 km de autonomia; o Audi Q4 e-tron parte de €54.000 com pouco mais de 500 km na versão mais eficiente. O Mercedes EQA já é mais velho e oferece autonomia abaixo dos 500 km.
A DS chega com mais autonomia, plataforma nova (STLA Medium) e tecnologia equivalente — ecrã central de 16", quadrante de 10", head-up display, ChatGPT integrado, CarPlay e Android Auto sem fios, e a suspensão DS Active Scan que lê o piso por câmara. A grande pergunta é a residual: a DS não tem o histórico das marcas alemãs e o valor de revenda costuma ser mais penalizado.
Os preços oficiais para Portugal ainda não foram anunciados, mas em França o DS N°7 híbrido arranca em €43.900 e a versão E-Tense FWD elétrica em €46.990. A versão Long Range FWD de 740 km custa €50.610 e o topo de gama La Première AWD chega aos €77.520. Em Portugal, os elétricos beneficiam de isenção total de ISV e IUC reduzido, pelo que o preço final cá deverá manter-se próximo dos valores franceses para as versões EV.
A versão E-Tense FWD Long Range de 245 cv anuncia 740 km WLTP — recorde da categoria SUV premium compacto, à frente do Audi Q4 e-tron (cerca de 560 km) e do BMW iX1 (até 475 km). A FWD de 230 cv com bateria de 73,7 kWh atinge 543 km WLTP, e a AWD de 350 cv chega aos 679 km. Em condução real, conte com cerca de 80–85% destes valores, o suficiente para fazer Lisboa-Porto e regresso sem carregar.
As encomendas abriram em França entre Março e Maio de 2026, com entregas a começar no Verão de 2026. Portugal recebe o modelo no mesmo lote europeu, com a rede DS Store a confirmar disponibilidade nos próximos meses. Os preços oficiais para o mercado português deverão ser anunciados antes do início das entregas.
Em corrente contínua o DS N°7 aceita até 160 kW, carregando de 20% a 80% em 27 minutos na bateria grande (97,2 kWh) e 31 minutos na pequena (73,7 kWh). Em paragens curtas recupera cerca de 190 km em apenas 10 minutos. Em AC, o carregador de bordo é de 11 kW de série, com upgrade opcional para 22 kW, e todas as versões incluem Plug&Charge e V2L de série.
Para uso particular intensivo e quem faz quilómetros em estrada aberta, a versão E-Tense Long Range FWD é a aposta mais racional: 740 km de autonomia, isenção de ISV e IUC reduzido neutralizam grande parte do diferencial face ao híbrido de 145 cv (€43.900). O híbrido faz sentido apenas para quem não tem como carregar em casa ou no trabalho, ou para frotas com perfil misto urbano/estrada.
Encomendas abertas em França entre Março e Maio de 2026; entregas começam no Verão de 2026. Portugal recebe o modelo no mesmo lote europeu, com a rede DS Store a confirmar disponibilidade nos próximos meses. Vale a pena acompanhar os anúncios oficiais de preço para o nosso mercado — é aí que se verá se o N°7 entra com agressividade ou se prefere jogar à premium pura.
Para quem precisa de SUV familiar, faz muitos quilómetros em estrada aberta e quer fugir aos três alemães do costume, o DS N°7 vale a espera de uns meses antes de fechar negócio.