
A BYD acaba de mostrar o carro que quer roubar clientes ao Land Rover Defender — e fá-lo com um chassis de longarinas, dois motores elétricos e um preço abaixo do inglês. Chama-se Denza B5 (ou Bao 5, como aparece na imprensa britânica) e estreou-se na Europa no Festival de Velocidade de Goodwood 2026. É o primeiro SUV europeu da Denza, a marca premium do gigante chinês, e chega com uma proposta clara: capacidade off-road de verdade, mas com a etiqueta de emissões de um híbrido plug-in.
Para já o Reino Unido é a cabeça de ponte, com encomendas a abrir dentro de semanas e primeiras entregas ainda antes do fim de 2026. Sobre o Denza B5 preço Portugal ainda não há confirmação — mas vale a pena perceber o que aí vem, porque este é exatamente o tipo de SUV híbrido plug-in chinês que tem ganhado espaço no nosso mercado.
No coração do B5 está o sistema que a Denza chama DMO (Dual-Mode Off-road), uma arquitetura híbrida plug-in desenhada de raiz para fora de estrada. A base é um motor 1.5 turbo a gasolina de 148 cv, montado longitudinalmente, ao qual se juntam dois motores elétricos — um à frente, outro atrás.
Traduzindo os números: um todo-o-terreno com quase três toneladas que acelera dos 0 aos 100 km/h em 4,8 segundos. É desempenho de SUV desportivo num corpo feito para trilhos. E ao contrário de um Defender a gasóleo, o B5 pode andar em silêncio total no dia a dia.
A bateria é uma Blade de 31,8 kWh, a mesma tecnologia LFP que a BYD usa nos seus elétricos. Dá até 90 km (56 milhas WLTP) em modo puramente elétrico — o suficiente para a maioria dos trajetos casa-trabalho sem gastar uma gota de combustível. Para referência, é praticamente o dobro da autonomia elétrica do Defender P300e.
Quando precisa de carregar, o B5 aceita 100 kW em corrente contínua, o que leva a bateria dos 30 aos 80% em cerca de 16 minutos. Em casa, com um carregador de 11 kW, uma carga completa (dos 15 aos 100%) demora cerca de 3 horas. Com a bateria esgotada, o motor a gasolina sozinho faz uns modestos 26,4 mpg (à volta de 9 l/100 km); em ciclo combinado a Denza anuncia 68,9 mpg e apenas 30 g/km de CO2. É esse número de emissões que torna o carro fiscalmente interessante em Portugal.

Aqui é onde o B5 se afasta dos SUV de asfalto. A estrutura é um chassis de longarinas (ladder-frame), como manda a tradição dos todo-o-terreno duros, com diferenciais bloqueáveis à frente e atrás e um sistema central que distribui binário 30 vezes mais depressa do que um diferencial mecânico convencional. São 16 modos de condução, incluindo areia, lama, neve e rodados.
A versão Ultimate acrescenta a suspensão hidráulica DiSus-P, com 20 sensores a ajustar continuamente o amortecimento e a monitorizar ângulo de direção, posição do pedal, pressão e temperatura dos pneus. Esta versão sobe a distância ao solo até 310 mm — 20 mm mais do que um Defender — com regulação de altura de 140 mm no total. Os ângulos ajudam a perceber a ambição:
| Especificação | Elegance | Ultimate |
|---|---|---|
| Distância ao solo | 300 mm | até 310 mm |
| Ângulo de ataque | 34° | 39° |
| Ângulo de saída | 29° | 34° |
| Suspensão | Duplo triângulo | DiSus-P hidráulica |
Um pormenor prático que o distingue: o diâmetro de viragem é de 11,8 metros, mais curto do que os 12,8 metros do Defender 110. Num todo-o-terreno deste tamanho, isso faz diferença em trilhos apertados e manobras.
A comparação com o Defender não é acidental — é o alvo declarado. Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, foi direta: "os clientes premium na Europa adoram SUV, por isso estamos confiantes de que o Denza B5 será um enorme sucesso aqui."
No Reino Unido, o B5 arranca em £69.500, contra os cerca de £72.000 do Defender 110 P300e (o híbrido plug-in). Ou seja, mais capacidade elétrica e mais potência por menos dinheiro. A troca? A imprensa britânica é honesta: a What Car? deu 3 em 5 estrelas e apontou o comportamento em estrada, com balanço na travagem e inclinação nas curvas que não têm o refinamento de um Defender. O B5 impressiona nos números e na tecnologia; falta-lhe ainda o polimento dinâmico das marcas estabelecidas.
Por dentro, o B5 joga a carta do excesso tecnológico. O centro do painel é um ecrã de 15,6 polegadas com Google integrado — Maps, Assistant e Play Store nativos —, acompanhado por instrumentação digital de 12,3 polegadas, ecrã para o passageiro e head-up display. O som fica a cargo de um sistema Devialet com até 18 altifalantes.
A lista de mimos é longa: frigorífico na consola central, bancos com massagem, aquecimento e ventilação, carregadores sem fios, função de karaoke e 11 airbags de série. A bagageira leva 475 litros, expansíveis até cerca de 1.096 litros com os bancos rebatidos. A Elegance veste-se a pele; a Ultimate sobe para pele Nappa, jantes de 20 polegadas e áudio de 18 altifalantes.

A Denza ainda não confirmou preço para Portugal — o arranque comercial é britânico, onde o B5 (Bao 5) custa entre 69.500 e 78.880 libras (versões Elegance e Ultimate). À conversão direta rondam os 81.000€ a 92.000€, mas o valor final dependerá do ISV e do posicionamento da marca. Sendo um híbrido plug-in com apenas 30 g/km de CO2, deverá beneficiar de um ISV bem mais baixo do que um todo-o-terreno a gasóleo.
Ainda não há data confirmada para Portugal. O Reino Unido é a cabeça de ponte, com encomendas a abrir a partir de meados de 2026 e primeiras entregas antes do fim do ano. O resto da Europa (incluindo Alemanha e, presumivelmente, Portugal) fica para uma segunda fase, sem calendário anunciado. A BYD, marca-mãe da Denza, já está bem implantada em Portugal, o que facilita a chegada do modelo.
O B5 usa uma bateria BYD Blade LFP de 31,8 kWh que dá até 90 km (56 milhas WLTP) em modo puramente elétrico — praticamente o dobro da autonomia elétrica do Land Rover Defender P300e. É suficiente para a maioria dos trajetos diários casa-trabalho sem gastar combustível. Em ciclo combinado, a Denza anuncia 68,9 mpg (cerca de 4 l/100 km) e 30 g/km de CO2.
Em carregamento rápido de corrente contínua a até 100 kW, a bateria vai dos 30 aos 80% em cerca de 16 minutos. Em casa, com um carregador AC de 11 kW, uma carga completa (dos 15 aos 100%) demora cerca de 3 horas. Para quem faz trajetos curtos durante a semana, uma carga noturna cobre facilmente a autonomia elétrica de 90 km.
No Reino Unido o B5 arranca em 69.500 libras, contra cerca de 72.000 do Defender 110 P300e, oferecendo mais potência (536 cv) e o dobro da autonomia elétrica por menos dinheiro. A troca está no refinamento: a What Car? deu-lhe 3 em 5 estrelas, apontando balanço na travagem e inclinação nas curvas que ainda ficam atrás do Defender. Em Portugal, o baixo nível de emissões (30 g/km) reforça a vantagem de custo, sobretudo enquanto viatura de empresa.
A pergunta que interessa: quando chega o Denza B5 a Portugal e por quanto? A resposta honesta é que a Denza ainda não confirmou preço nem data para o mercado continental — o arranque é britânico, e a Europa (incluindo Alemanha e, presumivelmente, Portugal) fica para depois. À conversão direta, os valores ingleses (£69.500 a £78.880) rondam os 81.000€ a 92.000€, mas o preço final em Portugal dependerá do ISV e do posicionamento da marca.
E é aqui que o B5 tem uma carta na manga. Sendo um híbrido plug-in com 30 g/km de CO2 e cerca de 90 km de autonomia elétrica, encaixa no regime fiscal mais favorável que Portugal reserva aos plug-in — muito mais leve em ISV do que um Defender a gasóleo, e vantajoso enquanto viatura de empresa. Para quem faz trajetos curtos durante a semana e precisa de capacidade off-road ao fim de semana, a matemática pode fazer sentido.
A BYD já está bem instalada em Portugal, e a Denza é a próxima peça do plano — com o furgão D9 e o Z9 GT também a caminho da Europa. Se o B5 mantiver a lógica de preço que mostrou no Reino Unido, vale a pena acompanhar os próximos anúncios: um todo-o-terreno híbrido plug-in com 536 cv por menos do que um Defender é, no mínimo, uma proposta que faltava neste segmento.