
A parceria entre a BMW e a Rimac Technology soou estranha quando foi oficializada em 2024, mas o trabalho começou em segredo dois anos antes. Cinco anos depois, o resultado estreia-se a 22 de abril de 2026 no Auto China, em Pequim: o novo BMW i7 facelift vai ser a primeira berlina topo de gama do grupo a usar as baterias Gen6 desenvolvidas em conjunto com os croatas.
A Rimac não é fornecedora de baterias há muito tempo — passou de fabricante de hipercarros a parceiro industrial da BMW numa operação que o próprio Mate Rimac descreve como "provavelmente o maior projeto industrial na história da Croácia". Para quem está a pensar num BMW Série 7 elétrico 2026 em Portugal, isto importa por uma razão simples: o carro que aí vem carrega mais depressa e vai mais longe do que o atual, sem esperar pela próxima geração completa da Neue Klasse.
A peça central é a célula cilíndrica de formato 4695 — 46 mm de diâmetro por 95 mm de altura. É o mesmo formato que a BMW adotou para toda a plataforma Neue Klasse. Comparada com as células prismáticas Gen5 do i7 atual, a BMW aponta para um ganho de 20% na densidade energética volumétrica, o que quer dizer que cabe mais energia no mesmo espaço.
O detalhe técnico interessante é a arquitetura híbrida. A BMW não refez o i7 do zero: juntou a química Gen6 nas células cilíndricas ao desenho modular Gen5 que já existia. Na prática, o carro mantém boa parte do trem de rodagem atual e recebe só a parte da bateria onde o salto é mais notório. É uma forma de trazer tecnologia Neue Klasse ao Série 7 sem esperar por uma plataforma nova.
A BMW ainda não divulgou os números finais — ficam para a estreia em Pequim. Mas temos as referências do i7 atual para balizar:
| Spec | BMW i7 atual | BMW i7 2026 (estimativa) |
|---|---|---|
| Autonomia WLTP (máx.) | Até 623 km (387 milhas) | "Significativamente" superior |
| Carregamento DC de pico | 195 kW | "Muito mais rápido" |
| 10-80% em DC rápido | 34 minutos | A confirmar |
| Autonomia ganha em 10 min | ~170 km | A confirmar |
| Formato da célula | Prismática Gen5 | Cilíndrica 4695 Gen6 |
| Densidade energética | Referência | +20% volumétrica |
Para contexto, os modelos puros Neue Klasse — como o iX3 50 xDrive — chegam aos 805 km WLTP e 400 kW de carregamento de pico. O i7 facelift não deve atingir esses valores por causa da arquitetura híbrida, mas o salto face ao atual será claro, sobretudo no tempo que se passa na coluna de carregamento. Quem usa o carro para Lisboa-Porto deixa de pensar em paragens estratégicas: enche o café, volta ao carro, segue viagem.
As células e os módulos saem do Rimac Campus, perto de Zagreb, numa instalação com 90.000 metros quadrados. A linha dedicada ao i7 custou 130 milhões de euros — mais do que o próprio campus inteiro, que ficou em 120 milhões. A capacidade instalada é de cerca de 300.000 módulos e 50.000 sistemas de bateria por ano.
Os packs completos são depois enviados para a fábrica da BMW em Dingolfing, na Alemanha, que continua a ser a única unidade em todo o mundo onde o Série 7 é produzido. Ou seja, o i7 que chega a Portugal é tecnicamente um carro tri-nacional: química croata, montagem alemã, destino a Sul.
A estreia mundial do BMW i7 facelift acontece a 22 de abril de 2026, no Auto China em Pequim. Pelo ciclo habitual da BMW, as primeiras entregas europeias ocorrem quatro a seis meses após a apresentação, pelo que se espera o novo i7 nos concessionários portugueses durante o segundo semestre de 2026.
A BMW ainda não confirmou preços oficiais para o facelift. Como referência, o i7 atual começa nos ~140.000€ na versão eDrive50 e ultrapassa os 170.000€ no M70 xDrive. O novo modelo deverá manter-se nesta gama, com ajustes ligeiros consoante o equipamento e beneficiando da isenção de ISV aplicada aos elétricos em Portugal.
A BMW fala em autonomia "significativamente" superior aos 623 km WLTP do i7 atual, graças às células cilíndricas 4695 Gen6 com +20% de densidade energética volumétrica. Os números finais só são revelados a 22 de abril em Pequim, mas para referência os modelos Neue Klasse puros, como o iX3 50 xDrive, chegam aos 805 km WLTP.
A BMW e a Rimac Technology trabalham em conjunto desde 2022, num projeto de cinco anos que culmina agora no i7. A linha de produção dedicada no Rimac Campus, perto de Zagreb, custou 130 milhões de euros e tem capacidade para 50.000 sistemas de bateria por ano. É, nas palavras de Mate Rimac, "provavelmente o maior projeto industrial da história da Croácia".
Hoje, o EQS continua a ser a referência no segmento das berlinas elétricas topo de gama, mas o i7 facelift com baterias Rimac deverá ultrapassá-lo em autonomia e velocidade de carregamento, os dois pontos mais sensíveis para este tipo de cliente. Ambos beneficiam da isenção de ISV em Portugal e têm acesso à rede MOBI.E de carregadores rápidos de 150-350 kW ao longo das principais autoestradas.
O i7 está numa gama onde os compradores contam poucos concorrentes verdadeiros — Mercedes EQS, Audi A8 e-tron (ainda por chegar em força) e, com esticão, o Porsche Taycan em configurações longas. Nenhum oferece ainda, hoje, uma combinação clara de mais autonomia e carregamento realmente rápido na classe. Se a BMW entregar os números que a Rimac ajuda a suportar, o i7 facelift passa à frente do EQS em dois dos pontos que mais pesam a decisão deste tipo de cliente.
Do lado fiscal, o enquadramento em Portugal mantém-se favorável: isenção de ISV para elétricos, IUC reduzido e benefícios em regime de viatura de empresa. Para um carro desta gama, a poupança cumulativa face a um Série 7 a gasóleo ou híbrido é substancial — é muitas vezes o que torna o i7 comprável em primeiro lugar. A rede MOBI.E com carregadores de 150-350 kW em praticamente todas as áreas de serviço da A1, A2 e A25 faz o resto.
A estreia mundial é a 22 de abril de 2026, em Pequim, em simultâneo com o facelift do Série 7 a combustão. Pelos ciclos habituais da BMW, as primeiras entregas europeias costumam acontecer quatro a seis meses depois da apresentação, o que aponta para o segundo semestre de 2026 em Portugal. Preço oficial? Ainda por confirmar. O i7 atual começa nos ~140.000€ em Portugal na versão eDrive50 e ultrapassa os 170.000€ nas M70 xDrive; o facelift deverá manter-se na mesma zona, com ligeiros reajustes consoante o equipamento.
Uma nota prática: a ALPINA i7 é esperada com a mesma bateria, e o i5 facelift deverá também beneficiar da parceria com a Rimac. Para quem está a comparar opções no segmento premium elétrico, faz sentido esperar pelos anúncios oficiais em Pequim antes de fechar qualquer decisão — os números que a BMW vai revelar vão redefinir o que se pode exigir a uma berlina elétrica topo de gama em 2026.