
728 km WLTP de autonomia, carregamento a 250 kW e um tablier que projeta informação de pilar a pilar. O BMW i7 2027 Portugal vai receber um facelift que, na prática, é uma transplantação completa da tecnologia Neue Klasse — a mesma que estreou no iX3 — para a berlina topo de gama. Produção começa em julho de 2026 em Dingolfing, as vendas na Alemanha arrancam a 28 de maio de 2026, e Portugal segue no calendário europeu.
O que interessa aqui: esta não é uma geração nova. É um Life Cycle Impulse (LCI) da BMW, o termo técnico para uma atualização meio de ciclo. Mas é o LCI mais profundo que a marca alguma vez fez — a plataforma CLAR mantém-se, tudo o resto muda.
A grande novidade mecânica é a bateria. A BMW substituiu as células prismáticas de quinta geração por células cilíndricas Gen6, co-desenvolvidas com a Rimac. A capacidade útil sobe para 112,5 kWh no mesmo espaço físico, com mais 20% de densidade volumétrica.
Em autonomia real isto traduz-se em:
Para contexto português: com 728 km WLTP, o i7 50 faz Lisboa-Porto-Lisboa sem carregar. Na prática, contando com autoestrada a 120 km/h e consumos reais, fica-se por 550-600 km — ainda assim suficiente para Lisboa-Faro com alguma margem.
O carregamento rápido salta de 195 kW para 250 kW. Uma carga de 10 a 80% passa a demorar cerca de 28 minutos. E numa paragem de 10 minutos, a BMW promete 235 km WLTP de autonomia adicional nos i7 50/60, ou 215 km no M70.
É o que separa um elétrico "de cidade" de um elétrico que substitui verdadeiramente um diesel em viagens longas. Numa ida ao Algarve, uma paragem de café passa a ser suficiente para chegar a casa sem preocupações.
A cabine é o segundo grande capítulo. O i7 2027 estreia no resto da gama BMW um sistema que já vimos no iX3: Panoramic iDrive com projeção Panoramic Vision de pilar a pilar na base do pára-brisas, ecrã central tátil de 17,9 polegadas e, pela primeira vez de série, ecrã dedicado para o passageiro de 14,6 polegadas.
Este ecrã do passageiro tem streaming, jogos e televisão. Uma câmara interior deteta se o condutor olha para ele e escurece-o automaticamente — um primeiro na marca.
Para os lugares traseiros, a opção continua a ser o BMW Theatre Screen: 31,3 polegadas, resolução 8K, tátil, com câmara para Zoom, entrada HDMI e compatibilidade Dolby Atmos. O sistema de som topo é o Bowers & Wilkins Diamond: 36 altifalantes, 1.925 W.
O sistema operativo assenta agora no Android Open Source Project, com integração Amazon Alexa+ como assistente de voz — controla climatização, casa inteligente e interage com linguagem natural. A arquitetura eletrónica oferece "20 vezes mais capacidade de processamento" face à geração anterior, segundo a BMW.
Curiosamente, a BMW retirou a condução autónoma de Nível 3 que o 7 Series anterior oferecia. O novo Symbiotic Drive fica-se pelo Nível 2, com eye-tracking para perceber quando o condutor se distrai e só então corrigir a trajetória. A justificação oficial: foco na atenção do condutor e menos complexidade legal entre países.
Os preços confirmados para a Alemanha, ponto de partida para a estimativa portuguesa:
| Versão | Preço Alemanha | Disponibilidade |
|---|---|---|
| 740 xDrive (gasolina) | 117.900 € | Maio 2026 |
| i7 50 xDrive | 121.400 € | Maio 2026 |
| i7 60 xDrive | 140.100 € | Maio 2026 |
| i7 M70 xDrive | 182.400 € | Maio 2026 |
| 740d xDrive (diesel) | 122.900 € | Novembro 2026 |
| 750e xDrive (híbrido plug-in) | 133.900 € | Novembro 2026 |
| M760e xDrive | 159.900 € | Novembro 2026 |
Para o comprador português, há uma distinção importante. As versões puramente elétricas (i7 50, i7 60, M70) beneficiam da isenção de ISV — o imposto automóvel que, numa berlina desta dimensão com motor térmico, representa facilmente 15.000 a 30.000 € adicionais. Significa que o preço português do i7 deve ficar próximo do alemão, com pequenas diferenças de margem de importador.
Já para o 740 a gasolina, o 740d diesel, o 750e e o M760e — todos com motor térmico — a fatura inclui ISV calculado sobre cilindrada e CO2. Historicamente, os preços BMW em Portugal ficam 5 a 15% acima dos da Alemanha nestas variantes.
Tradução prática: um i7 50 xDrive deve chegar a Portugal por perto de 122.000-125.000 €. Um 740 xDrive, entre 125.000 e 135.000 €, dependendo da configuração de emissões.
Os i7 pagam o IUC reduzido aplicado a elétricos — tipicamente menos de 20 € por ano na componente fixa, sem componente de CO2. Uma poupança anual relevante face ao 740d, que com 650 Nm e motor 3.0 vai custar várias centenas de euros por ano em IUC.
Sejamos francos: o i7 é um carro para uma fatia muito estreita do mercado português. A 120.000 € e acima, concorre diretamente com o Mercedes-Benz EQS e o Porsche Taycan Sport Turismo. As unidades anuais contam-se nas dezenas, não nos milhares.
Mas o i7 serve um papel estratégico. É a montra tecnológica da BMW e define o que descerá para 5-Series, i5, X5, e mais tarde para modelos acessíveis como o Serie 3. A BMW já confirmou que o Panoramic iDrive vai chegar a estes modelos em facelifts futuros.
Para o comprador de frota empresarial, há ainda a vantagem da dedução de IVA em viatura elétrica ao valor legalmente permitido — algo que torna um i7 como viatura de administração consideravelmente menos doloroso no balanço do que o seu 750e equivalente.
Os preços oficiais alemães arrancam em 121.400 € para o i7 50 xDrive, sobem para 140.100 € no i7 60 xDrive e chegam aos 182.400 € no topo de gama i7 M70 xDrive. Em Portugal, como os i7 são 100% elétricos, beneficiam de isenção de ISV e os preços finais devem ficar muito próximos dos alemães — entre 122.000 e 125.000 € para o i7 50. Já as variantes com motor térmico (740 a gasolina, 740d diesel, 750e e M760e) pagam ISV completo e tendem a ficar 5 a 15% acima do preço alemão.
Em ciclo WLTP, o i7 50 xDrive e o i7 60 xDrive homologam 728 km, enquanto o i7 M70 xDrive fica pelos 686 km. A bateria útil de 112,5 kWh com células cilíndricas Gen6 (co-desenvolvidas com a Rimac) representa mais 20% de densidade energética face à geração anterior. Em uso real a 120 km/h de autoestrada, a autonomia prática fica entre 550 e 600 km — o que permite fazer Lisboa-Porto-Lisboa sem parar a carregar, ou Lisboa-Faro com margem confortável.
A produção arranca em julho de 2026 em Dingolfing, na Baviera, e as vendas na Alemanha abrem a 28 de maio de 2026. O i7 e o 740 xDrive lideram o lançamento europeu, pelo que as primeiras entregas em Portugal devem acontecer em setembro ou outubro de 2026. As variantes 750e PHEV e M760e chegam no primeiro trimestre de 2027 e a versão M760 com motor V8 só entra em comercialização mais tarde em 2027.
O novo i7 aceita carregamento DC rápido até 250 kW, contra os 195 kW da geração anterior. Numa estação rápida compatível, uma carga de 10 a 80% demora cerca de 28 minutos. A BMW anuncia ainda que 10 minutos ligados a um carregador de 250 kW adicionam até 235 km WLTP de autonomia nos i7 50 e 60, ou 215 km no M70 — tempo suficiente para um café numa paragem na A1 ou A2.
O i7 2027 ataca o EQS em três frentes concretas: 728 km WLTP de autonomia (o EQS 450+ anuncia 780 km, mas o EQS 580 fica abaixo dos 700 km), carregamento a 250 kW contra 200 kW do EQS, e o novo Panoramic iDrive com ecrã central de 17,9 polegadas e projeção pillar-a-pillar. O EQS mantém vantagem no coeficiente aerodinâmico (Cx 0,20 contra ~0,24 do i7) e na plataforma dedicada EVA2, mas o BMW oferece agora tecnologia de interior mais moderna e uma versão M70 de 671 cv que o EQS AMG não iguala em binário (1.100 Nm).
A produção arranca em julho de 2026 em Dingolfing, com o i7 e o 740 a sair primeiro. Com os tempos habituais de importação BMW para Portugal, as primeiras entregas nacionais devem acontecer em setembro ou outubro de 2026. O 750e e o M760e chegam no primeiro trimestre de 2027. O M760 com motor V8 — sucessor direto do 760i — chega ainda mais tarde em 2027.
Vale a pena acompanhar os próximos anúncios do BMW Portugal para confirmar os preços nacionais. Quem está à procura de uma berlina de luxo elétrica, a espera por este i7 faz sentido: 728 km WLTP e 250 kW de carregamento colocam a fasquia onde nenhum concorrente direto chega hoje.